Os caminhos de picada: a travessia em que se entra com a escrita

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/1982-6850.2022.253677

Palavras-chave:

experiência literária, caminhos de picada, morte, festa

Resumo

Gostaria de retomar uma questão muito antiga e jamais interrompida para mim, sobre a experiência literária. Em que travessia se entra quando se escreve? Existiria na escrita, em seu caminho picado, uma celebração? Uma certa passagem que vai da morte à festa? Que espécie de festa? A isso chamarei: festa no interior. A travessia em que se entra quando se escreve uma passagem em atalhos pode nos levar à própria morte em vida e, sempre com a morte, uma festa no interior pode ser realizada. E a quais lugares a passagem da morte à festa pode nos levar? E que força existe na experiência literária quando ela persevera no interior? Diante disso, quero expor neste texto três caminhadas que atravessam o percurso da morte à festa, na procura de fazer folia ao final de tudo, no fim da picada: 1 - buscando a vida, encontrando a morte; 2 - os caminhos de picada; 3 - ao pássaro da noite, o Curiango. 

Biografia do Autor

Natalia Goulart Pelegrini, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutoranda em Letras, na área de Teoria da Literatura e Literatura Comparada, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Possui graduação em Comunicação Social (Jornalismo) e mestrado na Educação pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

 

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Publicado

2022-09-30