Um brinde aos malditos que esperam pelo amanhã: assombrologia e luto por um futuro que não chega
DOI:
https://doi.org/10.51359/1982-6850.2022.253727Palavras-chave:
Hauntology, neoliberalism, Mark Fisher, Franco Berardi, Death Stranding, Hideo Kojima.Resumo
Mark Fisher (2009; 2014;2021), a partir de sua leitura de Berardi (2011), e Hägglund (2008) propõe dois temas centrais aos seu pensamento histórico e filosófico: o primeiro, relacionado ao que o autor entende por lento cancelamento do futuro, ou como de uma maneira geral, o século XX, não apenas projeta suas sombras sobre o século XXI, mas não teria, de fato, acabado. Pois a ausência da possibilidade de um futuro se manifesta através da deflação das expectativas do sujeito contemporâneo e de uma virada nostálgica, aos moldes de Jameson que falava não sobre uma nostalgia psicológica, mas uma que é, “better understood in terms of formal attachment to techniques and old formulas of the past” (JAMESON apud FISHER, 2014). O segundo tema, por sua vez, entende a fantologia proposta por Derrida em seu livro Specters of Marx como um luto nunca completamente processado; o que em Fisher aparece como o fantasma de um futuro, que apesar de sonhado durante os movimentos trabalhistas e de direitos civis, após a consolidação da ideologia neoliberal - no autor, especificamente se referindo a Inglaterra de Margaret Thatcher e a sequente precarização do trabalho e desmantelamento de políticas públicas- nunca chegou a acontecer. Sendo assim, as noções de fantologia e cancelamento do futuro como aparecem em Fisher e Berardi serão analisadas tendo como objeto de estudo para este artigo o jogo multiplataforma de Hideo Kojima, Death Stranding (2019), assim como sua novelização escrita por Hitori Nojima (2021)Referências
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