O desejo nos tempos de liquidez: notas sobre o amor e o erotismo na modernidade das expressões sólidas
DOI:
https://doi.org/10.51359/1982-6850.2022.253793Palavras-chave:
desejo, amor, liquidez, subjetividadeResumo
O presente trabalho visa explicitar o sentido da articulação conflitiva proposta por Zygmunt Bauman entre desejo e amor. Para empreender esta análise, o fio condutor utilizado é o conceito de “amor líquido”. Nesse aspecto, o objetivo principal é confrontar as concepções de positividade do amor romântico e desconstruir a composição do desejo pela reflexividade de Bauman de sua constituição fluídica e rasa nas relações eróticas. Para tanto, a reflexão espelha-se sobre concepções literárias enquanto projeções das experiências humanas. Esta análise centra-se, principalmente, na sociologia das emoções, compreendendo o amor como uma prática social, mas vivenciada como sentimento atrelado a alteridade, o que exige uma ancoragem na teoria filosófica pautada nas correlações teóricas de Deleuze e Guattari sobre o desejo como edificante, construtor e engrenagem em movimento.
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