Subjetividade e “interioridade nacional”: o deslocamento imposto por J. Cabral de M. Neto
DOI:
https://doi.org/10.51359/1982-6850.2022.253988Palavras-chave:
subjetividade, interioridade, poesia brasileira, João Cabral de Melo NetoResumo
Apresentamos, sob a forma de um comentário, uma hipótese: no processo histórico de formação da cultura literária e intelectual brasileira, há claros índices da constituição de uma dimensão compartilhada e comum entre a literatura, história e pensamento social e filosófico. Nesse terreno comum, percebemos um movimento que direciona a reflexão sobre a configuração da subjetividade moderna no sentido de compreendê-la como uma interioridade nacional. Nesse solo fortemente constituído, a obra de J. Cabral de Melo Neto impõe-se como um deslocamento. Para pensa-lo, recorro não à poesia, mas à reflexão sobre poesia moderna em prosa crítica escrita pelo autor na década de 1950 em dois textos bem conhecidos “Poesia e composição” (1952) e “Da função moderna da poesia” (1957).Referências
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