Resenha
Ceticismo em Movimento
DOI:
https://doi.org/10.51359/1982-6850.2024.265721Palavras-chave:
Ceticismo antigo e moderno, ataraxia e felicidade, crítica ao dogmatismoResumo
Em Ceticismo em Movimento, Renato Lessa examina o ceticismo filosófico como um fenômeno dinâmico, articulando suas tradições antigas, variações modernas e desdobramentos contemporâneos. A obra divide-se em três partes: na primeira, contrasta o pirronismo (focado na ataraxia via suspensão do juízo, epoché) com o ceticismo humeano, que associa a felicidade ao engajamento social e à aceitação das crenças como alicerce ético. A segunda parte analisa pensadores modernos como Montaigne, Bayle e Hume, destacando como expandiram o ceticismo para além da epistemologia, integrando-o à crítica política, à defesa da tolerância religiosa e à compreensão da ordem social como construção contingente. A terceira parte investiga questões contemporâneas, como o silêncio traumático do Holocausto, a relação entre formas de vida (Wittgenstein) e democracia, e o papel da filosofia política na imaginação de alternativas sociais. Lessa defende que o ceticismo, longe de ser uma postura passiva, é uma prática vital que desestabiliza dogmatismos, promove humildade intelectual e sustenta a coexistência plural, ancorando-se no fenomênico e rejeitando abstrações metafísicas. A obra posiciona-se como contribuição essencial para debates sobre ética, política e epistemologia, reafirmando a relevância do ceticismo como ferramenta crítica em um mundo marcado por incertezas.
Referências
LESSA, R. Ceticismo em Movimento. Rio de Janeiro: 7Letras, 2024.
STAROBINSKI, J. Montaigne em Movimento. Tradução de Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. Título original: Montaigne en Mouvement.
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