Freud, Foucault e as análises históricas do parricídio: as formas simbólicas e a poesia nos arquivos

Tomás Mendonça da Silva Prado

Resumo


Este artigo confronta dois procedimentos de análise histórica do parricídio. O primeiro, com base em Freud e Agamben, relaciona o crime às raízes de nossa cultura, qualificando-o como experiência simbólica originária. O segundo, à luz do método arqueológico de Foucault, se volta a documentos históricos, aos arquivos. Embora este pareça o procedimento empiricamente mais sóbrio, é preciso reconhecer paralelos, sugeridos pelo próprio Foucault, entre os arquivos, as práticas de onde surgem e uma surpreendente produção poética, que geralmente presumimos distante deste campo de experiências. Este estudo considera o tema do parricídio pela mediação da psicanálise, da filosofia, do Direito e busca compreender a existência de uma produção poética onde os acontecimentos, senão pelo espanto com a violência que os acompanha e que resiste aos esforços de apreensão racional, pareciam não revelar nada além das meras vicissitudes da história.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i12p%25p

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