Origem da narrativa e teoria do romance

Autores

  • Pedro Dolabela Chagas Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Resumo

O artigo apresenta a hipótese de Brian Boyd sobre a origem da narrativa, derivando a sua contribuição potencial para a teoria do romance. Para tanto, toma-se certas observações da Poética de Aristóteles como mediação entre a remissão de Boyd ao domínio antropológico original da narrativa e a permanência posterior de algumas das suas funções e características formais: a leitura da Poética, situada a meio caminho entre a ancestralidade da origem resgatada por Boyd e a modernidade do romance, permitirá observar, em três momentos descontínuos, a recorrência de um conjunto de estruturas cuja importância é demonstrada pela sua constância ao longo do tempo. Elas vêm sugerir, então, uma caracterização renovada do romance, cuja análise conclui o percurso proposto.

Referências

ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Ars Poetica, 1993. 151p.

BOYD, Brian. On the origin of stories. 1. ed. Cambridge: Harvard University Press, 2009. 540p.

DAMÁSIO, António. E o cérebro criou o homem. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. 440p.

FLUDERNIK, Monika. Towards a ‘Natural’ Narratology. Nova Iorque : Routledge, 1996. 454p.

MORETTI, Franco. A alma e a harpia – reflexões sobre as metas e os métodos da historiografia literária. In: Signos e estilos da modernidade. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007, p. 11-56.

TSUR, Reuven. Toward a Theory of Cognitive Poetics. 2. ed. Sussex: Sussex Academic Press, 2008. 683p.

Downloads

Publicado

2014-01-21

Edição

Seção

Estudos do Romance