Qual romance? (Entre Antigos e Modernos)

Autores

  • Jacyntho Lins Brandão Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo

Este trabalho examina o problema do estatuto do romance como gênero literário, considerando as circunstâncias históricas em que ele se manifestou, foi reconhecido e nomeado. Um marco fundamental é a publicação, em 1670, do prefácio de Pierre-Daniel Huet sobre a origem do romance, o qual consagra não só essa denominação como estabelece uma série de traços que o caracterizariam. Ressalta-se como o reconhecimento do gênero só se faz por retrospectiva, os exemplares seiscentistas, considerados modelares, sendo em certo sentido o que garante que se possa mesmo falar de um gênero cuja história, a partir de então, se estende até antes da Antiguidade grega.

Referências

ASSIS, Machado de. Obra completa. Organizada por Afrânio Coutinho. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986.

BAKHTIN, Mikhail. Questões de literatura e de estética (a teoria do romance). Tradução de A. F. Bernardini e outros. São Paulo: FUNDUNESP/HUCITEC, 1993.

BENJAMIN, Walter. O narrador: considerações sobre a obra de Nicolai Leskov. In Obras escolhidas. Magia, técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1985. P. 197-221.

BRANDÃO, Jacyntho Lins. A invenção do romance: narrativa e minese no romance grego. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2005.

BRANDÃO, Jacyntho Lins. Diegese em República 392 d. Kriterion, v. 116, p. 351-366, 2007.

CERVANTES SAAVEDRA, Miguel de. Obras completas. Recopilación, estudio preliminar, preámbulos y nots por Angel Valbuena Prat. Madrid: Aguilar, 1975.

FUSILLO, Maximo. Naissance du roman. Traduction de Marielle Abrioux. Paris: Du Seuil, 1991.

HUET, Pierre Daniel. Traité de l’origine des romans. Faksimiledrucke nach der Erstausgabe von 1670 und der happelschen Übersetzung von 1682. Nachwort von H, Hinterhaeuser. Stuttgart: J. B. Metzlersche, 1966.

HUET, Pierre Daniel. Traité de l’origine des romans par Huet, Évêque d’Avranches, suivi d’observations et de jugements sur les romans français; avec l’indication des meilleurs romans qui ont paru, sur-tout, pendant le dix-huitieme siecle, jusqu’à ce jour. Paris: N. L. Desessarts, 7 (= 1794).

KRISTEVA, Julia. O texto do romance: Estudo semiológico de uma estrutura narrativa transformacional. Tradução de M. Ruas. Lisboa: Horizonte, 1984.

LUKÁCS, Georg. La théorie du roman. Paris: Gonthier, 1971.

MENÉNDEZ Y PELAYO, Marcelino. Orígenes de la novela. Madrid: Consejo Superior de Investigaciones Científicas, 1943.

MUHANA, Adma. A epopeia em prosa seiscentista. São Paulo: Editora da UNESP, 1999.

ROHDE, Erwin. Der griechische Roman und seine Vorlaufer. Hildesheim: Georg Olms, 1960.

SCHÜLER, Donaldo. Teoria do romance. São Paulo: Ática, 1989.

TODOROV, Tzvetan. Poétique de la prose (choix) suivi de Nouvelles recherches sur le récit. Paris: Du Seuil, 1980.

SILVA, Vitor Manuel de Aguiar e. Teoria da literatura. Coimbra: Almedina, 1968.

ZUBER, Roger. Les “belles infidèles” et la formation du goût classique. Paris: Albin Michel, 1995.

Downloads

Publicado

2014-01-21

Edição

Seção

Estudos do Romance