Mímesis, Imaginação e Torsão Temporal

Aline Magalhães Pinto

Resumo


Resumo: Para Costa Lima, o estudo do imaginário implica, de maneira inexorável, a exploração de sua fonte, a imaginação. Neste sentido, o retorno incontornável à obra de Aristóteles pode ser visto como uma provocação: o que a dinamicidade inscrita pela diferença entre natura naturans e natura naturata opera? Esta pergunta abre-se como um desvio especulativo pelo qual se visualiza, a partir do pensamento de Luiz Costa Lima, o encontro entre mímesis, phantasia e anamnese. Apostando que o pensamento se constrói como um ponto em que é permitido discutir aquilo que, como algo que existe, está “aqui” realizado e “ali” apenas potencial, despontaria para a teoria contemporânea, por meio da mímesis-zero, uma chave possível para as complexas relações entre linguagem e realidade.

Palavras-chave: Mímesis, anamnese, Luiz Costa Lima.

 

Abstract: For Costa Lima, the study of imagery implies, inexorably, the exploitation of its source, the imagination. In this sense, the inevitable return to Aristotle's work can be seen as a provocation: what the dynamics entered the difference between natural and unnatural naturans naturata operates? This question opens up as a deviation by which speculative view, from the thought of Luiz Costa Lima, the encounter between mimesis, phantasia and history. Betting that thought is constructed as a point where it is allowed to discuss what we, as something that exists, is "here" and realized "there" only potential despontaria to contemporary theory, through mimesis-zero, a possible key to the complex relationship between language and reality.

Keywords: Mímesis, anamnese, Luiz Costa Lima.


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Referências


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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i10p45-57

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