Análise das comunidades macrobentônicas sésseis, como ênfase na interação entre cnidário Zoantus sociatus (Ellis, 1978) e macroralga, no topo de um recife de águas rasas do nordeste do Brasil

Gleice de Souza SANTOS, Simone Maria de Albuquerque LIRA, Ralf SCHWAMBORN

Resumo


O objetivo do presente trabalho foi avaliar se as áreas de cobertura de Zoanthus sociatus (Ellis, 1768) e de macroalgas no topo da área fechada de Tamandaré apresentam associação e se juntas influenciam na variação da área de cobertura da comunidade macrobentônica séssil. As amostragens foram realizadas no topo dos recifes da área fechada de Tamandaré (PE, Brasil) em janeiro e de março a agosto de 2012. A fauna macrobentônica séssil foi avaliada através do fototransecto. Foram realizados 9 transectos fixos de 10 m de extensão, e em cada um deles foram fotografados dez quadrados de 50 x 50 cm, totalizando 630 fotografias. A comunidade macrobentônica séssil apresentou como grupos com maior área de cobertura o zoantídeo Zoanthus sociatus (Ellis, 1768) e as macroalgas (principalmente a rodófita Palisada perforada). A área de cobertura viva total variou de 3,3 % a 100%, com uma média de 80,26%. Já Z. sociatus apresentou uma variação de 3,3 % a 80% (média: 26,37%) de área de cobertura e as macroalgas variaram de 3,3% a 93% (média: 29,98%). Houve uma correlação positiva entre a área de cobertura total e a de macroalgas e uma correlação negativa entre a área de cobertura de macroalgas e de Z. sociatus. O grupo que mais influenciou nas mudanças da comunidade macrobentônica séssil dos ambientes de estudo é o das macroalgas. O fato das macroalgas e o zoantídeo Z. sociatus apresentarem áreas de cobertura inversas, ao longo dos meses, pode estar relacionado à estratégias competitivas regidas pelas mudanças ambientais. Palavras-chave: área de cobertura, fototransecto, Tamandaré

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DOI: https://doi.org/10.5914/tropocean.v43i1.5831

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