Influência do ciclo lunar no macrozooplâncton em um ecossistema recifal no nordeste do Brasil.

Autores/as

  • Érika Pinho Correia Universidade Federal de Pernambuco
  • Pedro Augusto Mendes de Castro Melo Universidade Federal de Pernambuco
  • Lucia Maria de Oliveira Gusmão Universidade Federal de Pernambuco
  • Sigrid Neumann-Leitão Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.5914/tropocean.v42i3.5768

Palabras clave:

Fases da lua, recife, migração vertical, zoea de Brachyura

Resumen

O macrozooplâncton foi estudado na área recifal baía de Tamandaré (PE, Brasil) com o objetivo de verificar a influência do ciclo lunar na estrutura da comunidade. Para isso, as amostras foram coletadas em três dias consecutivos na porção intermediária de cada fase lunar durante os períodos diurno e noturno. Não foram encontradas diferenças significativas na média de densidade dos organismos entre as fases da lua (KruskalWallis, p>0,05), entre os períodos noturnos (Kruskal-Wallis, p<0,05) e, de modo contrário, foram encontradas diferenças entre os períodos diurnos da lua crescente com relação às luas minguante e nova (Dunn, p<0,05). Destaca-se as altas densidades de Teleostei (Ovo) e Brachyura (Zoea) durante a lua nova, sendo possível inferir que desovas desses taxa devem ocorrem nos manguezais adjacentes, ressaltando a importância desse ecossistema. O zooplâncton recifal demersal mostrou-se também importante ao incrementar a densidade e diversidade nas amostras noturnas.

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Publicado

2014-12-20