A ARQUEOLOGIA HISTÓRICA: EM BUSCA DA NOSSA MEMÓRIA
Palavras-chave:
Arquitetura, Patrimônio Histórico, Arqueologia HistóricaResumo
Após os séculos XVI e XVII, a Europa passa a conhecer a cultura dos povos americanos. Para colonizar esses povos e defendê-los, respectivamente, sob os caminhos da fé cristã e dos invasores navegantes, o rei de Portugal nomeava particularmente para a sua colônia americana – Terra de Santa Cruz – os seus representantes legais. Estabelecia e demarcava, assim, a sua conquista e a harmonia entre a população. A produção de açúcar nessa colônia revelou-se a primeira fonte de riqueza daquela vasta região despertando, dessa maneira, o interesse de inúmeros povos estrangeiros. A concentração dessa preciosidade (na colônia) favoreceu, então, a imigração desses povos, dando origem a uma diversidade de cultos, ritos e tradições entre as raças que na colônia se estabeleceram. Diante do imenso desinteresse em cultuar e preservar a nossa memória, ao longo dos anos, temos por hábito nos espelharmos nas memórias européias. E, mais recente, nas africanas. Razão porque recorremos à Arqueologia Histórica para compreendermos as relações culturais desses povos antigos que viveram aqueles primeiros séculos do Brasil, bem como aos inúmeros edifícios civis e religiosos, solares e fortalezas que foram erguidos na imensidão do país. Muitos dos quais ainda em uso e outros já em ruínas ou desaparecidos inteiramente. Dessa forma, revela-se da maior importância a Arqueologia Histórica como uma ciência multidisciplinar na busca da nossa memória, ou seja, da sociabilidade e dos registros arquitetônicos deixados pelas nossas antigas gerações.
ABSTRACT
After the 16th and 17th centuries, Europe came to know the cultures of the peoples of the Americas. To colonize and defend their colonies, by way of the Christian faith and maritime invaders, the King of Portugal named legal representatives for his American colony - Terra de Santa Cruz - establishing and demarcating his conquest and thus creating harmony in his American colony. Sugar production became the region's first source of wealth and, therefore, attracted the interest of uncountable foreign nations. The wealth concentration in the colony favored immigration, which gave way to several cults, rituals and traditions among the many races who settled down in the colony. Due to the immense disinterest in fostering our memory, we have, throughout the years, mirrored European and, recently, African memories. This is the reason why historical archaeology has been employed to comprehend the initial inhabitants of Brazil and the subsequent cultural relationships, as well as the countless buildings, noble houses and fortresses built around this vast country, many of them already ruined or disappeared, others still in use. In this way, historical archaeology presents itself as a major multidisciplinary science that seeks to recapture our cultural memory, by way of the architectural records left by our previous generations.
KEYWORDS: Architecture; Historical Heritage; Historical Archaeology
Referências
FONSECA, C. 1968 A economia Européia e a colonização do Brasil. Inst. Arqueológico, Brasil, Rio de janeiro
KOSTER, H. 1992 Viagens ao Nordeste do Brasil, Compahia Editora Nacional
MARTIN, G. 1996 Pré-Histórica do Nordeste do Brasil. Ed. Universitária, Recife
MELO, E. 1998. Olinda restaurada, Guerra e açúcar no Nordeste,1630-1654. Topbooks, Rio de Janeiro
MENEZES, J. 1985 Sé de Olinda, Fundarpe, Recife,
_____1985 A igreja de nossa Senhora da Graça. Fundarpe , Olinda
MOBERG, C. Introdução à Arqueologia. Edições 70. Lisboa. 1968.
PESSANHA, J. 1987. Revista do patrimônio histórico e Artístico Nacional, Brasília, DF
PESSIS, A. 2003 .Imagens da pré-história, Parque nacional Serra da Capivara, Fumdham.
SALDANHA, N. 1995 Artistas, imagens e idéias na pintura do século XVIII. Livros Horizonte, Lisboa
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2020 CLIO Arqueológica

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Desde 2020, os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à CLIO Arqueológica o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). A CLIO Arqueológica permanece com os direitos autorais das obras publicadas nas edições de 1984 a 2019 e concede a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) a esse conteúdo, a fim de garantir o Acesso Aberto.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.





