Estudos de curadoria e conservação curativa de ossos humanos de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.51359/2448-2331.2022.254549Palabras clave:
Curadoria, Reserva Técnica, Coleção sensível, Conservação curativaResumen
Este artigo apresenta os primeiros experimentos de revisão e conservação curativa de ossos humanos da Reserva Técnica (RT) de Arqueologia, do Departamento de Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE. Foram selecionadas amostras de casos específicos de remanescentes humanos que demandavam tratamentos diferenciados decorrentes de três situações: a presença de quebras e fragmentação post mortem causadas por ações vinculadas à pesquisa arqueológica; a presença de quebras e alterações resultantes de processos tafonômicos antrópicos (culturais); e a presença de quebras e alterações decorrentes de tratamentos curatoriais antigos. Os resultados indicam que a curadoria pode prescindir de técnicas de conservação curativa reversíveis, que viabilizem pesquisas futuras no âmbito do ensino, pesquisa e da extensão na UFPE.
Citas
ARMELAGOS, J.G. and COHEN, N.M. 2013. Paleopathology at the origins of agriculture. Florida: University Press of Florida.
BAKER, B. J., DUPRAS, T. L. e TOCHERI, M. W. 2005. The Osteology of Infants and Children. Texas: A&M.
BASS, W.1987. Human Osteology: A Laboratory and Field Manual. Missouri: Missouri Archaeological Society, 3ndedition.
BEMENT, L C. 1994. Hunter-Gatherer Mortuary Practices during the Central Texas Archaic. Austin: University of Texas Press.
BINFORD, L. R. 1972. “Mortuary practices: their study and their potential“. In. BINFORD, L. R. An Archaeological Perspective (Studies in Archaeology, Seminar Press, New York and London).
BRANDHER, M.D., KRUEGER. M., e CARDOSO. L. J. 2016-2017. “Um novo método para a datação absoluta de ossos humanos cremados: a cabana 2 do Monte de São Domingos (Malpica do Tejo, Portugal)”. Estudos Arqueológicos de Oeiras. vol.23.
BROTHWELL, D. R. 1981. Digging Up Bones. New York: Cornell University Press.
BROTHWEL. D. R. 1987. Desenterrando huesos, La excavación, tratamento y estúdio de restos del esqueleto humano. London: British Museum (Natural history), cap.2, p. 41 – 81.
BROTWELL AND A.M., and POLLARD, J. (Eds.). 2001. Handbook of Archaeological Sciences. Wiley.
BROWN, N.1995. “Late bronze age and early to middle iron age pottery”.In WYMER, J.J., and BROWN, N. Escavations at North Shoebury: settlement and economy in south-east Essex 1500 BC-AD 1500. East Anglian Archaelogy. Report75:77-88.
BUIKSTRA, J., and SWEGLE, M. 1989. “Bone modification due to burning: experimental evidence”. In: BONNICHSEN, R., and SORG, M.H. (Eds.), Bone Modification. Center for the Study of the First Americans, Orono, M.E., p. 247-258.
BUIKSTRA, J. E. 2019. Ortner's Identification of Pathological Conditions in Human Skeletal Remains. Academy Press is an imprint of Elsevier.
CAMPILLO, D. y SUBIRÀ, M. E. 2010. Antropología Física para Arqueólogos. Barcelona: Editora Planeta.
CHAPMAN. R. 2005. “Mortuary analysis: A matter of time?”. In. RAKITA, G.F.M., BUIKSTRA, J.E., BECK, L.A. and WILLIANS, S.R. (Eds.) Perspectives on Mortuary Arqueology for the new millenniun. Florida: University apress of Florida. p, 25-40.
DAVIES, J. 1994. “One Hundred billion dead: A general theology of death”. In. DAVIES, J. (Ed.). Ritual and remembrance: response to death in human societies. Sheffield: Sheffield Academic Press, p. 24-39.
DAVOGLIO, C. R.B.S. 2021. Arqueologia da Cremação: Estudo dos Processos de Queima dos Ossos Humanos do Sepultamento 1, Sítio Arqueológico Alcobaça, Buíque – PE. Recife: Universidade Federal de Pernambuco. Departamento de Arqueologia. Programa de Pós-Graduação em Arqueologia. Dissertação de mestrado.
DUPRAS, T.L., SCHULTZ, J.J., WHEELER, S.M. and WILLIAMS, L.J. 2006. Forensic Recovery of Human Remains: archaeological approaches. USA: CRC Press.
ETOK, S. E., VALSAMI-JONES, E., WESS, T. J., HILLER, J. C., MAXWELL, C. A., ROGERS, K. D., MANNING, D. A. C., WHITE, M. L., LOPEZ-CAPEL, E., COLLINS, M. J., BUCKLEY, M., PENKMAN, K. E. H., AND WOODGATE, S. L. 2007. “Structural and chemical changes of thermally treated bone apatite”. J. Mater. Sci. 42(23): 9807–9816.
ETXEBERRIA, F. 1994. “Aspectos macroscópicos del hueso sometido al fuego. Revisión de las cremaciones descritas en el País Vasco desde la Arqueología”. MUNIBE (Antropologia-Arkeologia). (46):111-116.
FAIRCHILD, M.D. 2005. Color Appearance Models. Chichester: John Wiley & Sons, Chichester. 2ndedition..
FAIRGRIEVE, S. 2008. Forensic Cremation: Recovery and Analysis. Boca Raton, Florida: CRC Press.
FONSECA, D.H. e LOPES, C.A.G. 2013. “Avanços em caracterização de amostras sólidas cristalinas através de Difratometria de Raios-X”. Estação Científica (UNIFAP), vol.3, (1): 31-45.
GUIMARÃES, L. 2001. A cor como informação. São Paulo: Annablume . 1aedição.
JACOBI, K.P. and DANFORTH, M.E. 2002. “Analysis of interboserver error scoring patterns in porotic hyperostosis andcribra orbitalia”. Int. J. Osteoarchaeol. 12: 248–258.
LANTING, J. N., AERTS-BIJMA, A. T. and VAN DER PLICHT, J. 2001. “Dating of cremated bone”. Radiocarbon. Tucson. vol.43: 249-254.
LEWIS. M. 2017. Paleopathology of children: Identification of pathological Conditions in the human skeletal remains. Academic Press an Imprint of Elsevier.
LOURENÇO, A. M. R. 2010. A Fiabilidade do método de estimativa da idade á morte através das suturas cranianas em indivíduos adultos de meia-idade e idosos. Coimbra: Universidade de Coimbra. Dissertação de mestrado (Medicina Legal e Ciências Forenses).
MACHADO, L.C. 1990. “Sobre as práticas funerárias de cremação e suas variações em grutas do norte e noroeste de Minas Gerais”. Revista do CEPA, vol. 17, (20): 235-247.
MACHADO, L.C. e SENE, G.M. 1997. “Remanescentes Ósseos Humanos e Correlações Culturais em Sítios da Região de Varzelândia, MG: Horizontes 10.000 a 2.000 AP”. Boletim-IAB, vol.10:51-56.
MACHADO, L.C. e ALMEIDA, M.B. 2001. “Ossos no Fogo: uma contribuição ao estudo da arqueologia experimental”. Boletim-IAB, nº 11.
MACHADO, L. C.2005. “Sítio Cemitério dos Pretos Novos: análise biocultural. Interpretando os ossos e os dentes humanos”. Boletim do Instituto de Arqueologia Brasileira (IAB), no12.
MAMEDE. P. A., GOLSALVES. D., MARQUES, M.P. M. and CARVALHO, B.E.A.L. 2017. “Burned bones tell their own stories: A review of methodological approaches to assess heat-induced diagenesis”. Applied Spectroscopy Review.
MAC KINLEY, J. 2002. “The analysis of cremated bone”. In. COX, M. and MAYS, S. Human osteology in archaeology and forensic science. Cambridge: Cambridge University Press, p. 403-421.
MAYS, S. 1998. The Archaeology Human bonés.London: Routledge.
MAYS, S. 2005. “Paleopathological Study of Hallux Valgus’. American Journal of Physical Anthropology. cap.126:139–149.
MAYS, S. 2010. The Archaeology of Human Bones. New York: Routledge.
MOORE, M. 2013. “Sex Estimation and Assessment”. In: DIGANGI, E. and MOORE, M. Research Methods in Human Skeletal Biology. New York: Elsevier Inc., cap. 4.
MAYNE CORREIA, P. 1997. “Fire modification of bone: a review of the literature”. In: HAGLUND, W.D. and SORG, M.H. (Eds.). Forensic Taphonomy: The Postmortem Fate of Human Remains. New York: CRC Press, p. 275-294.
MIGNON, R. M. 1993. Dictionary of concepts in archaeology. London: Ed. Copyringht.
O’SHEA, J.M.1984. Mortuary Variability. An Archaeological investigation . London: Academic Press.
SANTOS, C. P. 2016. Aplicação de métodos bioarqueológicos em esqueletos históricos e pré-históricos: analisando ossos inumados e cremados. Recife: Universidade Federal de
Sergipe. Departamento de Arqueologia. Curso de Bacharelado em Arqueologia. Trabalho de Conclusão de Graduação.
SCOTT, R.M., BUCKLEY, H.R., SPRIGGS, M., VALENTIN, F., and BEDFORD, S. 2010. “Identification of the first reported Lapita cremation in the Pacific Islands using archaeological, forensic and contemporary burning evidence”. J. Archaeol. Sci., vol. 37: 901–909.
SCHEUER, L., BLACK, S. and SCHAEFER, M.C. 2009. Juvenile Osteology: A laboratory and field manual. Academic Press. 1ndedition.
SCHUTKOWSKI, H. and HERRMANN, B. 1983. “Zur Möglichkeit der metrischen geschlechtsdiagnose an der Pars petrosa ossis temporalis’. Zeitschrift für Rechtsmedizin 90:219-227.
SNOECK C., LEE-THORP, J.A. and SCHULTING, R.J. 2014. “From bone to ash: Compositional and structural changes in burned modern and archaeological bone”. Journal of Palaeogeography, Palaeoclimatology, Palaeoecology.
STELLE, J. e SHENNAN, S. 2012. The Archaeology of Human Ancestry (Theoretical Archaeology Group. First Issue of Paperback.
SILVA, F. C.; CUNHA, E.; GONÇALVES, V. 2007/2008. “Sinais de Fogo: análise antropológica de restos ósseos cremados do Neolítico final /Calcolítico do tholos OP2b (Olival da Pega, Reguengos de Monsaraz)”. Antropologia Portuguesa, vol. 24/25:109-139.
SILVA, S.F.S.M. 2001. Um outro olhar sobre a morte: arqueologia e imagem de enterramentos humanos no catálogo de duas coleções - Tenório e Mar Virado, Ubatuba, São Paulo. São Paulo: Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. Dissertação de mestrado.
SILVA, S.F.S.M. 2005. Arqueologia das práticas mortuárias em sítios pré-históricos do litoral do estado de São Paulo. São Paulo: Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo. Tese de doutorado.
SILVA, S. F. S. M.. 2005-2006. “Terminologias e classificações usadas para descrever sepultamentos humanos: exemplos e sugestões”. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, vol.15-16:113-138.
SILVA, S.F.S.M. 2014. Arqueologia Funerária: corpo, cultura e sociedade. Ensaios sobre a interdisciplinaridade arqueológica no estudo das práticas mortuárias. Recife: Editora UFPE.
SOUZA, C. e SOUZA, A.M. 2019. “Rituais Fúnebres no Processo do Luto: Significados e Funções”. Psic.: Teor. e Pesq. vol.35.
SHIPMAN, P., FOSTER, G. and SCHOENING, M.1984. “Burnt Bones and Teeth: an Experimental Study of Color, Morphology, Crystal Structure and Shrinkage”. Journal of Archaeological Science, vol. 11: 301-325.
ORTNER.J.D. 1998. ‘Male-female imune reactivity end its implications for interpreting evidence in human skeletal paleopathology. GRAUER, A.L.and STUART-MACADAM, P. (Eds.). Sex and Gender in Paleopathological perspective. Cambridge: Cambridge University Press.
PIONTEK, J. 1975. “Polish methods and results of investigations of cremated bones from prehistoric cemeteries”. Glasnik Antropološkog Društva Jugoslavije, vol. 12: 23-34.
PIGA, G., BARO, M. D., ESCOBAL, I. G., GONCALVES, D., MAKHOUL, C., AMARANTE, A., MALGOSA, A., ¸ ENZO, S and GARRONI, S. 2016. “A structural approach in the study of bones: Fossil and burnt bones at nanosize scale”. Applied. Physics A. Springer - Verlag Berlin Heidelberg.
POTTER, B.A., IRISH, J.D., REUTHER, J.D., GELVIN-REYMILLER, C. and HOLLIDAY, V.T. 2011. ‘A terminal pleistocene childcremation and residential structure from eastern Beringia”. Science, vol. 331:1058–1062.
POWELL, J., ODEGAARD, N. and CASSMAN, V. 2008. Human remains – Guide for museums and Academic Institucions. Altamira Press, p.31-33, 1ndedition.
THÉRY-PARISOT, I. and COSTAMAGNO, S. 2005. “Propriétés combustibles des ossements. Données expérimentales et réflexions archéologiques sur leur emploi dans les sites paléolithiques”. Gallia Préhistoire, 47 : 235-254.
THOMPSON, T. 2002. “The assessment of sex in cremated individuals: some cautionary notes”. Canadian Society for Forensic Sciences, vol. 35: 49-56.
THOMPSON, T.2004. “Recent advances in the study of burned bone and their implications for forensic anthropology”. Forensic Sci. Int., vol.146: 203-205.
THOMPSON, T.J.U., SZIGETI, J., GOWLAND, J and WITCHER, R.E. 2015. “Death on the frontier: Military cremation practices in the north of Roman Britain”. Journal of Archaeological Science: Reports.
UBELAKER, D. 1984. “Cemetery Excavation”. In: UBELAKER, D. Human Skeletal Remains: excavation, analysis, interpretation. Washington: Taraxacum, cap. 2.
ULLINGER, .J. and SHERIDAN.G.S. 2015. “Bone Color Changes in a Burned Burial Structure from Early Bronze Age Bab adh-Dhra’, Jordan”. In. ULLINGER, .J. and SHERIDAN.G.S.The Analysis of Burned Human Remains. London: Academic Press , cap.23, p.403-413.
ULGUIM, P. 2016. “O Fogo e a Morte: a cremação como prática funerária ritual”. Revista Habitus, vol.14, (1):107-130.
VANRELL, J. P. 2002. Odontologia Legal e Antropologia Forense. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan.
WAHL, J. 1982. “Leichenbranduntersuchungen, ein Überblick über die biarbeitungs und Aussage möglichkeithen von Brandgräbern”. Praehistoriche Zeitschrift, vol. 57: 1- 125.
WAHL, J. 2008. “Investigations on pre-Roman and Roman cremation remains from southwstern Germany: results, potentialities and limits”. In. SCHMIDT, C.W. and SYMES, S.A. (Eds.), The Analysis of Burned Remains. London: Academic Press, p. 145-161.
WHITE, T. D. and FOLKENS, P. A. 2005. The Human Bone Manual. USA: Academic Press.
WHITE, T., BLACK, M. and FOLKENS, P. 2012. Human Osteology. New York: Elsevier, 3ndedition.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2022 Celyne Rodrigues Brito dos Santos Davoglio, Sérgio Francisco Serafim Monteiro da Silva

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Desde 2020, os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à CLIO Arqueológica o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). A CLIO Arqueológica permanece com os direitos autorais das obras publicadas nas edições de 1984 a 2019 e concede a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) a esse conteúdo, a fim de garantir o Acesso Aberto.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.

