ANÁLISE INTEGRADA DOS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS DOS NÚCLEOS E - F E MACACO, SERRANÓPOLIS, GOIÁS
Palavras-chave:
Paisagem arqueológica, arqueologia pré-colonial, planalto Central brasileiroResumo
Serranópolis apresenta diversidade de sítios arqueológicos em abrigos rochosos com ocupações humanas a partir da transição Pleistoceno-Holoceno que se destacam pela cultura material, estratigrafia e cronologias. Este artigo objetiva estabelecer correlações entre sítios dos núcleos E e F, Sítio Macaco e o Rio Verde, abordando lugar persistente e mobilidade. Foram caracterizadas áreas de afloramentos rochosos (AA) e áreas de planícies (AP), e formuladas hipóteses relacionadas aos deslocamentos dos grupos pré-coloniais nas paisagens. Indaga-se: as caraterísticas dos núcleos E e F e os recursos naturais do Rio Verde foram determinantes para a ocupação humana prolongada?
Referências
BARBOSA, A. S. 2002. Andarilhos da claridade: os primeiros habitantes do cerrado. Goiânia: UCG.
BARBOSA, A. S.; SCHMITZ, P. I.; NETO, A. T.; GOMES, H. 2014. O piar da Juriti Pepena: narrativa ecológica da ocupação humana do cerrado. Goiânia: PUC Goiás.
BARNARD, H.; WENDRICH, W. 2008. The Archaeology of Mobility: Old World and New World Nomadism. Cotsen Institute of Archaeology/Universitof California, Los Angeles.
BASSO, K. 1996. Wisdom Sits in Places. Landscape and Language among the Western Apache. University of New Mexico Press, Albuquerque.
BECKER, O. M. S. 1997. Mobilidade espacial da população: conceitos, tipologias e contextos. INÁ, E. C et al. (Orgs.). Explorações geográfica: percurso no fim do século. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.
BINFORD L. R. 1982. The Archaeology of Place. Journal of Anthropological Archaeology, vol. 1(1), 5-31, mar.
BOWSER, B. J.; ZEDEÑO, M. N. 2009. The Archaeology of Meaningful Places. The University of Utah Press.
CONSAM. 2019. Estudos complementares ao EIA-RIMA da UHE Estrela. Goiânia, GO.
CONSAM. 2018. Estudos complementares ao EIA-RIMA da UHE Estrela. Goiânia, GO.
CPRM - Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais. Mapas de Geodiversidade Estaduais. Mapa de Geodiversidade do Estado de Goiás. 2010. http://www.cprm.gov.br/publique/GestaoTerritorial/Geodiversidade/Mapas-de-Geodiversidade-Estaduais-1339.html. Acesso em: 10 set. 2021.
CRIADO-BOADO, F. 1999. Del terreno al espacio: planteamientos y perspectivas para la arqueología del paisaje. Capa 6. Número monográfico. Grupo de Investigación en Arqueología del Paisaje. Universidad de Santiago de Compostela. España.
FAGUNDES, M. 2009. O conceito de paisagem em arqueologia – os lugares persistentes. Holos Environment, vol. 9(2), 301-315.
HAMILAKIS, Y. Archaeology and the Senses: Human Experience, Memory, and Affect. Cambridge: Cambridge University Press, 2013.
HAMILAKIS, Y. 2016. Decolonial archaeologies: from ethnoarchaeology to archaeological ethnography. Joukowsky Institute of Archaeology and the Ancient World, Brown University. world archaeology, vol. 48(5), 678-682.
HITCHCOCK, R.K.; BARTRAM, L. L. E. 1998.Social boundaris, technical system, and the use of space and technology in the Kalahari. In: Stark, M. The Archaeology of Social Boundaries. Washington: Smithsonian Institution Press. p. 12-49.
INGOLD, T. 1993. The temporality of the landscape. In: The Perception of the Environment, Chapter Eleven. p. 189-208.
INGOLD, T. 2011. Being Alive. Essays on movement, knowledge and description. Routledge: Londres.
ISNARDIS, A. 2019. Semelhanças, diferenças e rede de relações na transição Pleistoceno-Holoceno e no Holoceno inicial, no Brasil Central. Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Cienc. Hum., Belém, vol. 14(2), 399-427, maio/ago.
MARTINS, D. C. 2011. Arqueologia na Sub-Bacia do rio Verde: As Pequenas Centrais Hidrelétricas Taboca e Estrela. Projeto de Salvamento Arqueológico e Plano de Educação Patrimonial. Goiânia: UFG/MA/LabArq.
MIALL, A. D. 1981. Analysis of fluvial depositional systems. Am Assoc Petrol Geol Educ Course Notes Ser 2.
OLIVEIRA, F. C. G.; SILVA, C. C. S. 2021a. Relatório Técnico Arqueológico - Sítio Macaco. CONSAM. Goiânia, GO.
OLIVEIRA, F. C. G.; SILVA, W. V. 2021b. Caracterização e conservação do sítio arqueológico Macaco, Serranópolis, Estado de Goiás. Trabalho de Conclusão de Curso I (Arqueologia) - Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Goiânia, GO.
OLIVEIRA, F. C. G. 2022. Caracterização e conservação do sítio arqueológico Macaco, Serranópolis, Estado de Goiás. Trabalho de Conclusão de Curso II (Arqueologia) - Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, GO.
RESENDE, F. E. C. P.; RUBIN, J. C. R.; BARBERI, M.; PIRES, M. G.; SILVA, S.M.; SOUZA, U. F.; LIMA, E. A. Projeto de conservação das pinturas e gravuras rupestres nos sítios de abrigos de Complexo arqueológico de Serranópolis. MRS Ambiental.
RESENDE, F. E. C. P.; FERNANDES, A. B.; RUBIN, J. C. R. DE; BARBERI, M.; BICHUETTE, M. E.; GALLÃO, J. E.; ZEPON, T.; SILVA, S.M.; SOUZA, U. F. 2021. Relatório final das ações emergenciais de conservação das pinturas e gravuras rupestres nos sítios de abrigos do Complexo Arqueológico de Serranópolis-GO, MRS Estudos Ambientais, Brasília, 2019.
RUBIN, J. C. R.; BARBERI, M.; PIRES, M. G.; RESENDE, F. E. C. P.; SILVA, R. T.; SILVA, S. M.; RIBEIRO FREITAS, J. E.; RIBEIRO, E. V.; LIMA, E. A. 2022. Sítios arqueológicos do Núcleo B de Serranópolis, Goiás: tipos e intensidades de impactos naturais e antrópicos. Revista de Arqueologia, vol. 35(3), 52-68,
RUBIN, J. C. R.; VIANA, S.A.; SILVA, R. T.; BARBERI, M.; RESENDE, F. E.C.P.; RIBEIRO-FREITAS, J.E.; SOUZA, M. G.; RIBEIRO, E. V. 2020. Cazadores-recolectores y el paisaje en Serranópolis, Goiás, Brasil. Boletin de Arqueologia PUC Peru, 29, 129-158,
RUBIN, J. C. R. R.; CATALANO, F. J. C.; SILVA, R. T.; CORREA, D. S. 2017. Efeitos da erosão em sítios arqueológicos no estado de Goiás: casos de Serranópolis e Palestina de Goiás. Revista Clio, vol. 32(1), 37-67.
RUBIN, J. C. R.; SILVA, R. T.; BARBERI, M. 2016. Consideraciones al respecto del contexto arqueológico: Serranópolis, Goiás (Brasil). In: El poblamiento temprano en América 6. Serie: Prehistoria en América. Museo del Deserto. p. 320-328.
SANTOS, M. 2009. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São Paulo: Edusp.
SCHALANGER, S. 1992. Recognizing persistente places in Anasazi settlement systems. In: Rossignol; Wandsnider. Space, time, and archaeological landscape. New York and London, Plenum Press. p. 91-112.
SCHMITZ, P. I.; BARBOSA, A. S.; JACOBUS, A. L.; RIBEIRO, M. B. 1989. Serranópolis I: Arqueologia nos Cerrados do Brasil Central. In: Pesquisas n. 44. São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, Universidade do Vale do Rio dos Sinos.
SCHMITZ, P. I.; ROSA, A. O.; BITENCOURT, A. L. V. 2004. Serranópolis III: Arqueologia nos Cerrados do Brasil Central. In: Pesquisas n. 60, São Leopoldo: Instituto Anchietano de Pesquisas, Universidade do Vale do Rio dos Sinos.
SCOPEL, I.; (coord.). 2005. A formação de areais e seu controle na região de Jataí e Serranópolis, Goiás. Universidade Federal de Goiás - Campus Avançado de Jataí. PROINPE/SECTEC.
SILVA, F. A.; SILVA N. F. 2015. Mobility and territorial occupation of the Asurini do Xingu, Pará, Brazil: an archaeology of the recent past in the Amazon. Latin American Antiquity, vol. 26(4), 493–511.
SOUSA, A. A. 2016. Mobilidade e território: subsídios teórico-metodológicos para compreender a mobilidade populacional na geografia. Tese (Doutorado em Geografia) - Unesp.
STEVAUX, J. C.; LATRUBESSE, E. M. 2017. Geomorfologia fluvial. São Paulo: Oficina de Textos. Coleção Geografia.
TUAN, Yi-Fu. 1983. Espaço e lugar: a perspectiva da experiência. 1930. Tradução de Lívia de Oliveira. São Paulo: Difel.
VIANA, S. A.; RUBIN, J. C. DE RUBIN; HOELTZ, S.; BARBERI, M.; OLIVEIRA, K.; OLIVEIRA. F. Techno-cultural singularities in the southwestern region of the brazilian Central Plateau in the Early Holocene. No prelo.
ZEDEÑO, M. N., ANDERSON, D. 2010. Agency and politics in hunter-gatherer territory formation. Revista de Arqueologia Brasileira, vol. 23(1).
ZEDEÑO, M. N. 1997. Landscapes, land use, and the history of territory formation: an example from Puebloan southwest. Journal of Archaeological Method and Theory, vol. 4(1), 63-103,
ZEDEÑO, M. N. 2000. On What People Make of Places - A Behavioral Cartography. In: Schiffer, M. B. (Ed.). Social Theory in Archaeology. Salt Lake City, University of Utah Press. p. 97-111.
ZEDEÑO, M. N. 2008. The archaeology of territory and territoriality. In: David, Bruno; Thomas, Julian. Handbook of Landscape Archaeology. Left Coast Press, California. p. 210-217.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Claudete Radel, Flávio César Gomes de Oliveira, Fernanda Elisa Costa Paulino Resende, Júlio Cezar Rubin de Rubin, Jordana Batista Barbosa, Matheus Godoy Pires, Maira Barberi, Rosiclér Theodoro da Silva, Sibeli Aparecida Viana

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Desde 2020, os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à CLIO Arqueológica o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). A CLIO Arqueológica permanece com os direitos autorais das obras publicadas nas edições de 1984 a 2019 e concede a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) a esse conteúdo, a fim de garantir o Acesso Aberto.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.





