Experimentação com corantes naturais: uma alternativa sustentável para a indústria têxtil de Caruaru
DOI:
https://doi.org/10.51359/2763-7425.2022.253840Palavras-chave:
Corantes Naturais, Tingimento, Moda, Sustentabilidade.Resumo
Com este estudo, percebemos o quanto tem crescido industrialmente a região do Agreste pernambucano, principalmente a indústria têxtil e que esta tem se tornado a principal atividade econômica desta região. O setor de beneficiamento de tecidos, no qual se inclui o tingimento, é um dos mais impactantes da esfera têxtil, em função da grande quantidade de água e químicos usados como corantes e fixadores. Desta forma, tem aumentado os problemas ambientais devido ao lançamento de resíduos sólidos e outros dejetos nos rios da região pelas lavanderias. Este estudo teve como objetivo conhecer sobre o tingimento natural e técnicas empregadas para colorir tecidos, utilizando produtos encontrados no comércio da cidade de Caruaru. Para isso, foram empregados alguns tipos de corantes naturais no experimento, com a realização de procedimentos para fixação das cores no tecido, que no nosso caso foi usado o algodão cru. Por meio dos resultados obtidos é possível perceber que, apesar de ser um processo mais lento e artesanal, é perfeitamente possível acontecer se houver, por exemplo, uma desaceleração da moda como ocorre na proposta da tendência slow fashion.
Referências
BERLIM, Lilyan. Moda e sustentabilidade: uma reflexão necessária. São Paulo: Estação das Letras e
Cores, 2012.
FERREIRA, E. L. Tingimento vegetal: Teoria e prática sobre tingimento com corantes naturais. São Paulo:
Comissão Pró-Índio de São Paulo, 2005.
GUARATINI, Cláudia C. I.; ZANONI, Maria Valnice B. Corantes têxteis. Departamento de Química
Analítica - Instituto de Química - UNESP - Araraquara – SP, 1999.
NARIMATSU, B. M. G.; BEM, N. A.; WACHHOLZ, L. A.; LINKE, P. P.; LIZAMA, M. A. P. Corantes
Naturais Como Alternativa Sustentável Na Indústria Têxtil. Revista Valore, Revista Científica da FaSF
Faculdade Sul Fluminense, RJ, v.5, e-5030, julho.2020. Disponível em
https://revistavalore.emnuvens.com.br/valore/article/view/507 Acesso em 25 nov. 2021.
OLIVEIRA, E.A.G.; WANDERLEY, R.G.; MENEZES, M.S.; LANDIM, P.C.; Reuso de Resíduos Têxteis
em Comunidades Artesanais do Agreste Pernambucano. 9° Colóquio de Moda – Fortaleza(CE) – 2013.
Disponível em http://www.coloquiomoda.com.br/anais/Coloquio%20de%20Moda%20-%202013/COMUNICACAO-ORAL/EIXO-8-SUSTENTABILIDADE_COMUNICACAO-ORAL/Reuso-de-Residuos-Texteis-em-Comunidades-Artesanais-do-Agreste-Pernambucano.pdf Acesso em: 12 mar. 2022.
PEZZOLO, Dinah Bueno. Tecidos: história, tramas, tipos e usos. – São Paulo: Editora Senac São Paulo,
PRODV. AGRESTE TEX . Entenda a influência do Pólo Têxtil no Agreste Pernambucano. 2019. Disponível
em https://agrestetex.com.br/entenda-a-influencia-do-polo-textil-no-agreste-pernambucano/ . Acesso em 19
mar. 2022.
SALEM, Vidal. Tingimento Têxtil: fibras, conceitos e tecnologias – São Paulo: Blucher: Golden
Tecnologia, 2010.
SILVA, I. T. O Resgate do Uso de Técnicas de Tingimento Natural em Produtos de Moda Visando a
Minimização de Impactos Ambientais. 2014. (Trabalho de Conclusão de Curso de graduação, apresentado à disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso II, do curso superior de Tecnologia em Design de Moda da
Universidade Tecnológica Federal do Paraná). Disponível em:
http://repositorio.roca.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/11465/1/AP_CODEM_2014_2_16.pdf Acesso em 10
mar. 2022.
SILVA, M.N. Produtos químicos utilizados na indústria têxtil e a questão ecológica. Química Têxtil, São
Paulo: ABQCT, 3, 11-16, 1994.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Revista Crises

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os trabalhos publicados na revista Crises estão disponíveis sob Licença Creative Commons (texto da Licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0), a qual permite compartilhamento dos conteúdos publicados, desde que difundidos sem alteração ou adaptação.
