Céu azul, Terra vermelha
DOI:
https://doi.org/10.51359/2763-7425.2022.255979Palavras-chave:
fotografia, política, mulheres, afetos, BrasilResumo
Apresento aqui uma imersão visual em que busco refletir sobre a memória e os afetos. Apoio-me em mulheres que perpassam o meu caminho, algumas ainda em vida e outras já em espírito. Trago objetos que representam fé, espiritualidade, força, resistência, liberdade, o amor e a criança que se faz sempre presente em nós. Nelas, me reconheço enquanto mulher com nossa liberdade, dores e anseios, indo à luta todos os dias, por uma vida digna diante desse sistema opressor. Devemos reconhecer que estamos em maioria e que temos em mãos o poder da mudança. A partir de agora vamos ter que construir o Brasil, cidade, bairro, espaço singular que a gente imagina. Trabalhar os afetos potentes que nos dão capacidade de articulação, de ir à luta. Não deixar que o medo e o ódio se tornem o principal afeto político, nos privando de nos expressar politicamente. Trazer à tona a nossa força e nossa energia de criança, ativar em nós o poder da imaginação e da utopia. Ter em mente que temos o direito ao sonho, que podemos encontrar meios de construir o lugar em que queremos viver. Que o céu sempre será azul para aqueles que entenderem o poder de uma pequena ação e que a terra sempre será vermelha para aqueles que respeitam o sangue que desce entre nossas pernas.
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