A interferência das doenças periodontais na fala - relato de caso clínico

Authors

  • Lais Costa de Siqueira Campos UFPE
  • Flávia Karina Wanderley dos Reis UFPE
  • Anna Paula Ferraz Carvalho Buarque UFPE
  • Juliana de Brito Remígio Guedes UFPE
  • Daniele Andrade da Cunha FIR - Faculdade Integrada do Recife
  • Hilton Justino da Silva UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

Keywords:

Gengivite, Periodontia, Sistema Estomatognático, Transtornos da articulação, Fala

Abstract

 As doenças periodontais consistem na inflamação dos tecidos moles. Pode ocorrer inflamação do rebordo gengival, que é a gengivite ou pode haver absorção do osso alveolar, que é a periodontite, que pode acarretar na perda do elemento dentário. Essas alterações provenientes das doenças periodontais causam modificações significativas no padrão funcional do sistema estomatognático, prejudicando algumas funções, como por exemplo: na função da fonoarticulação. Este caso clínico tem como objetivo identificar alterações decorrentes de doenças periodontais no sistema estomatognático e como essas alterações prejudicam a fala. Paciente H.S.P., com 24 anos avaliado na clínica escola da UFPE. A queixa esteve ligada a articulação de fala e a dificuldade em abrir a boca para articular. Possui histórico de doenças periodontais, apresentando gengivite e periodontite. Tendo sido encaminhado à clínica fonoaudiológica por cirurgiã-dentista especialista em periodontia. Foram encontradas alterações no sistema estomatognático provenientes da doença periodontal instalada, como: mobilidade de elementos dentários, limitação na amplitude de movimento e dificuldade na lateralização mandibular. Sendo notada concomitantemente algumas alterações na fala, como: o ceceio anterior assistemático e o sigmatismo evidenciado pela dificuldade de abrir a boca, apresentando assim distorções nos fonemas /S/ e /Z/, decorrentes da limitação de movimento mandibular. Diante deste caso pode-se concluir que de fato as doenças periodontais causam danos ao sistema estomatognático e esses provocam alterações que prejudicam diretamente a articulação da fala. As alterações encontradas revelam a dificuldade em articular melhor alguns fonemas, sendo preciso então atenção fonoaudiológica para promoção da reintegração do sistema estomatognático juntamente com uma equipe multidisciplinar para melhor atendimento do caso. Sendo possível assim a apresentação de uma boa evolução clínica e melhor prognóstico, num menor intervalo de tempo.

Author Biographies

Lais Costa de Siqueira Campos, UFPE

Fonoaudióloga pela UFPE

Flávia Karina Wanderley dos Reis, UFPE

Fonoaudióloga pela UFPE

Anna Paula Ferraz Carvalho Buarque, UFPE

Fonoaudióloga pela UFPE

Juliana de Brito Remígio Guedes, UFPE

Graduanda em Fonoaudiologia pela UFPE

Daniele Andrade da Cunha, FIR - Faculdade Integrada do Recife

Coordenadora do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade Integrada Estácio de Sá de Recife. Doutora em Nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco.

Hilton Justino da Silva, UFPE - UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

PROFESSOR ADJUNTO DO DEPARTAMENTO DE FONOAUDIOLOGIA DA UFPE

Published

2010-03-18

Issue

Section

Relato de Caso