Avaliação sialométrica em indivíduos portadores de cegueira / Sialometric evaluation in blind individuals

Autores

  • Fabiana Ribeiro Marques PUCPR
  • Ana Cristina Pretto Pereira PUCPR
  • Andreia Priscila Monteiro Barbosa PUCPR
  • Antônio Adílson Soares de Lima PUCPR
  • Maria Ângela Naval Machado PUCPR
  • Paulo Sérgio Batista PUCPR

Palavras-chave:

Saliva, Salivação, Adaptação ocular, Visão, Transtornos da visão

Resumo

A saliva é atualmente aceita como uma secreção de importância suprema para a manutenção da saúde bucal. A velocidade do fluxo salivar está associada com uma série de fatores, um dos quais é acreditado por ser a luz. Os indivíduos portadores de deficiência visual devido a sua condição física podem configurar como pacientes odontológicos especiais. O objetivo deste trabalho foi medir a velocidade do fluxo de saliva total mecanicamente estimulada em indivíduos portadores de deficiência visual. Oitenta e quatro indivíduos participaram deste estudo (52 portadores de deficiência visual e 32 com visão saudável). Amostras de saliva total mecanicamente estimuladas foram coletadas pelo método de spitting e avaliadas pelo método gravimétrico. Os resultados foram tabulados, comparados com os critérios de Krasse (1988) e submetidos à análise estatística. Os resultados demonstraram que a média da VFSE para os grupos experimental e controle foram, respectivamente, 0,86ml/min+0,70 0,96ml/min+0,71. No entanto, 53% dos indivíduos do grupo experimental e 40% do grupo controle apresentaram valores da VFSE em níveis muito baixos (hipossalivação). Os testes t de Student e de Mann-Whitney revelaram não haver diferença estatística significativa entre a média dos grupos (p0,05). Baseado nestes achados pode-se concluir que a deficiência visual é incapaz de alterar a produção da saliva total, provavelmente, devido a um processo de adaptação desenvolvido a condição de pouca visão destes indivíduos.

Downloads

Publicado

2008-09-06

Edição

Seção

Artigo Original