RELAÇÃO ENTRE CAPACIDADE ANAERÓBIA, AGILIDADE, IMPULSÃO HORIZONTAL E CONHECIMENTO TÁTICO PROCESSUAL EM JOGADORAS DE FUTSAL DE NÍVEL UNIVERSITÁRIO

Gustavo Souza Figueiredo, Manoel da Cunha Costa, Lúcia Inês Guedes Leite de Oliveira, Saulo Fernandes Melo de Oliveira

Resumo


Introdução: No futsal fatores biológicos possuem relação com o desempenho, contudo, não são conhecidas as relações entre o conhecimento tático processual e variáveis fisiológicas do desempenho atlético em atletas do gênero feminino. Objetivo: Relacionar os índices de conhecimento tático processual determinado pelo teste Kora e os resultados dos testes de campo de aptidão esportiva em jogadoras universitárias de futsal. Método: Para isso, foram realizadas três momentos de coleta no local de treinamento de atletas, sendo o primeiro momento sessões de  familiarização. Para a avaliação do conhecimento tático processual foi realizada a bateria de testes KORA nas dimensões “oferecer-se e orientar-se” (OO) e “reconhecer espaços” (RE). As atletas foram divididas em dois grupos de sete integrantes cada, grupo A (tática versus agilidade e impulsão horizontal) e grupo B (tática versus capacidade anaeróbia). Resultados: Indicaram que a potência relativa máxima, mínima e média exerce influência significativa (p<0,05) na (OO) (r=0,78; 0,80; 0,87; respectivamente). Já a agilidade possui relação moderada com a capacidade (OO) (r=-0,59; p>0,05), contudo, não está relacionada à capacidade (RE) (r=-0,11; p>0,05). Ao analisarmos a impulsão verificou-se que não há correlação com o desempenho processual OO e RE (r=0,30 e r=0,24; p>0,05). Conclusão: Acreditamos que para melhorar a capacidade (OO) de uma atleta de nível universitário, poderia ser interessante estimular intervenções que  melhorassem sua potência anaeróbia. O mesmo vale para a agilidade que demonstrou correlação significativa com esta capacidade.

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