Evolução físico-química de águas do estuário do Rio Timbó , Pernambuco: um caso de Reavaliação ambiental (1984 e 2003)

Autores

  • Juciene Andrade de Figueiredo Universidade Federal de Pernambuco
  • Eldemar de Albuquerque Menor Universidade Federal de Pernambuco
  • Carlos Esteban Delgado Noriega Universidade Federal de Pernambuco
  • Elisângela de Sousa Branco Universidade Federal de Pernambuco

Palavras-chave:

Reavaliação ambiental, Eutrofização, nutrientes, estuário, rio Timbó

Resumo

Este trabalho apresenta uma análise comparativa entre parâmetros abióticos e bióticos a partir de águas estuarinas atuais (2003) e antigas (1984), de superfície e de fundo, do rio Timbó, litoral norte do Estado de Pernambuco, Brasil. Os dados são oriundos de amostragem realizada ao longo de um eixo longitudinal à calha do rio, nas mesmas estações de amostragem, em maré de sizígia, e principalmente durante baixa-mar. Os resultados assinalam melhores taxas de saturação de oxigênio dissolvido no passado (valor mínimo: 72,14%), enquanto o menor valor registrado nos tempos atuais (35%) já é indicativo de condições de semi-poluição. Com efeito, o padrão atual de DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), entre 0,03 a 3,17 mg.L-1, indica que o influxo de poluentes orgânicos no sistema estuarino ainda é suportável. Entretanto, o padrão atual de biomassa fitoplanctônica (4,37 a 88,58 mg.m-3) assinala condições eutróficas nos estágios de baixa-mar, principalmente nas estações mais internas, acompanhado por aumentos nas concentrações de nutrientes, especialmente fósforo e nitrogênio. Dessa maneira, os aportes fluviais atuais enriquecem em nutrientes o estuário, porém vêm favorecendo uma aceleração nos processos de eutrofização. A Análise de Componentes Principais (ACP) revela uma correlação inversa (na PC1) entre os parâmetros: temperatura, oxigênio dissolvido, taxa de saturação, pH e salinidade, em relação a silicato, fosfato, biomassa fitoplanctônica e os nutrientes nitrogenados. Os resultados confirmam que estágios preliminares de eutrofização já podem ser reconhecidos nas áreas distais desse estuário.De uma forma geral, demonstra-se que os processos oxidativos da matéria orgânica são mais intensos na atualidade do que no passado, possivelmente em razão do crescimento de influxos de efluentes domésticos e agrícolas no sistema estuarino. Indícios de eutrofização podem ser confirmados nas áreas mais distais do estuário do rio Timbó, considerado “não poluído” nos anos 80. Porém, afortunadamente, ainda não ocorre uma seletividade de espécies na biota porque há disponibilidade de oxigênio dissolvido para a manutenção dos organismos, principalmente durante a preamar, nas áreas proximais da foz do rio Timbó.

Referências

.

Downloads

Publicado

2007-01-01

Como Citar

Figueiredo, J. A. de, Menor, E. de A., Noriega, C. E. D., & Branco, E. de S. (2007). Evolução físico-química de águas do estuário do Rio Timbó , Pernambuco: um caso de Reavaliação ambiental (1984 e 2003). Estudos Geológicos, 17(1), 85–104. Recuperado de https://periodicos.ufpe.br/revistas/estudosgeologicos/article/view/259737

Artigos Semelhantes

<< < 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.