Caracterização cristalográfica e cristaloquímica de uma turmalina - (Fe) oriunda de pegmatito da região de Solonópole no estado do Ceará
DOI:
https://doi.org/10.51359/1980-8208.2023.261513Palavras-chave:
pegmatito, turmalina, microssonda eletrônica, monocristalResumo
O Distrito Pegmatítico de Solonópole-Banabuiú (DPSB) está localizado na porção centro-oeste do Estado do Ceará, encaixado no embasamento paragnáissico do Domínio Ceará Central da Província Borborema. É o de maior expressão econômica da região e tem suas principais mineralizações associadas ao caráter lítio-berilo-tantalífero dos corpos. Nesta pesquisa foi selecionado um pegmatito localizado no município de Solonópole no DPSB. É classificado como pegmatito misto entre os tipos homogêneo e heterogêneo, não apresentando zoneamento bem definido. É um pegmatito complexo, formando corpos de substituição (bolsões) de muscovita, quartzo e berilo, com cristais bem desenvolvidos. Enquadra-se na classe dos Elementos Terras Raras, da família LCT. Sua mineralogia difere de outros pegmatitos da região pela presença de minerais de lítio, a turmalina apresenta uma variação de cor do verde para azul. A caracterização cristaloquímica se deu por análise de microssonda eletrônica e a amostra obteve os seguintes teores para elementos maiores (Al2O3=34,18%, MgO=1,10%, FeO=11,44%) classificada como elbaíta/oxi-schorlita. As turmalinas do Pegmatito de Solonópole são oxi-espécies, caindo no limite do campo dos pegmatitos graníticos e aplitos ricos em Li e estágio endogranítico/endogreisen. A caracterização cristalofísica através da difração de raios-X em monocristal foi realizada em amostras de turmalina, apresentando uma estrutura cristalina romboedral, grupo espacial R3m e os parâmetros da cela unitária sendo a=15,90 Å, b=15,90 Å e c=7,12 Å, considerados favoráveis para um cristal de turmalina rica em Fe.
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