CONTRIBUIÇÕES ANTROPOLÓGICAS PARA A EDUCAÇÃO: UMA CRÍTICA AO IDEB

Autores

  • Lays Bárbara Vieira Morais Universidade federal de Goiás

Palavras-chave:

, Educação, Antropologia, IDEB, Docente, Sujeito

Resumo

Pensar em políticas avaliativas é importante, mas deve-se levar em consideração não apenas rankings internacionais, financiamentos estrangeiros ou parâmetros empresariais, e sim uma formação crítica, que reconheça e lide com a diversidade e a diferença. Essência esta que não se encontra, como demonstraremos, na proposta do IDEB. Melhorar o sistema educacional vai muito além de disponibilizar recursos, é também ver o aluno como agente ativo no processo educacional. É preciso que o professor enxergue, também, para além do local de sala de aula, se inteirando do contexto vivido por aqueles sujeitos e dando voz a eles. É preciso ter em mente que o conhecimento não é simplesmente responder e reagir a estímulos, é algo muito mais complexo e profundo. É algo construído coletivamente.

Biografia do Autor

Lays Bárbara Vieira Morais, Universidade federal de Goiás

Jornalista, mestre em Ciência Política e em Sociologia pela Universidade Federal de Goiás. Professora do Instituto Federal de Goiás (câmpus Anápolis). Atualmente cursando licenciatura em Ciências Sociais na Universidade Federal de Goiás.

Referências

ALENCAR, Suzane. Resistência e “Pirraça” na Malhada: Cosmopolíticas Quilombolas no Alto Sertão de Caetité. Tese de doutorado, Universidade Federal do Rio de Janeiro – RJ, 2015. Disponível em: https://www.academia.edu/12168559/Resist%C3%AAncia_e_Pirra%C3%A7a_na_Malhada_Cosmopol%C3%ADticas_Quilombolas_no_Alto_Sert%C3%A3o_de_Caetit%C3%A9.

CARNEIRO DA CUNHA, Manuela. Relações e dissenções entre saberes tradicionais e saber científico. In: _____. Cultura com aspas. São Paulo: Cosac e Naify, 2009. p. 301-10.

COHN, Clarice. Antropologia da criança. Rio de Janeiro: Ed. Zahar, 2010.

GALLOIS, Dominique. Donos, detentores e usuários da arte gráfica kusina. Revista de Antropologia, São Paulo, v. 55, n.1, p. 19-50, 2012. Disponível em: http://www.revistas.usp.br/ra/article/view/46956. Acesso em: 05/07/2017.

GUSMÃO, Neusa. Por uma Antropologia da Educação no Brasil. Pro-Posições, vol.21, n. 2, pp. 259-265. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pp/v21n2/v21n2a17.pdf Acesso em: 03/07/2017.

HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Wmf Martins Fontes, 2013.

INGOLD, Tim. Da transmissão de representações à educação da atenção. Educação, Porto Alegre, v. 33, n. 1, p. 6-25, jan./abr. 2010. Disponível em: http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/faced/article/view/6777. Acesso em: 03/07/2017.

KAWALL. Divina Abundância: fome, miséria e a Terra sem Mal das crianças Guarani. In: SILVA, Aracy Lopes da; NUNES, Ângela; MACEDO, Ana Vera Lopes da Silva. Crianças indígenas: ensaios antropológicos. São Paulo: Ed. Global/FAPESP, 2002.

PEREIRA, Alexandre Barbosa. Muitas palavras: a discussão recente sobre juventude nas Ciências Sociais. São Paulo, Ponto Urbe, 2017.

SOARES, José Francisco; XAVIER, Flávia Pereira. Pressupostos educacionais e estatísticos do IDEB. Revista Educação e Sociedade, Campinas, v. 34, n. 124, p. 903-923, jul.-set. 2013. Disponível em: http://www.cedes.unicamp.br. Acesso em: 09/07/2017.

SOUZA, Lanara G. de. Avaliação de políticas educacionais: contexto e conceitos em busca da avaliação pública. In: LORDÊLO, José Albertino C.; DAZZANI, Maria Virginia (orgs.). Avaliação educacional: desatando e reatando nós. – Salvador : EDUFBA, 2009, p. 17-30.

TRAGANTE, Christiane Aparecida. “Mas professora isso é arte?”: Uma abordagem antropológica da arte na sala de aula. Universidade Federal de São Carlos, 2011.

Downloads

Publicado

2020-06-26