Fatores associados aos óbitos por sepse precoce e tardia em unidade de terapia intensiva neonatal
DOI:
https://doi.org/10.5205/1981-8963.2024.257956Palavras-chave:
recém-nascido, óbito, saúde materno-infantil, mortalidade neonatal, sepse neonatalResumo
Objetivo: analisar os fatores associados aos óbitos por sepse precoce e tardia em unidade de terapia intensiva neonatal no Ceará, Brasil. Método: estudo quantitativo, descritivo, documental, realizado entre 2019 e 2021. Dados extraídos das fichas de investigação de óbito infantil e de infecção hospitalar. Estudo aprovado por comitê de ética e pesquisa. Resultados: a maioria dos participantes eram filhos de mães adultas (77–64,8%), multigestas (71–59,7%), acometidas por hipertensão arterial (49–41,1%) e infecção do trato urinário (43–36,1%), nascidos de parto cesariano (77–64,8%), idade gestacional ao nascimento menor que 30 semanas (78–65,5%), com peso ao nascimento (72–60,5%) e no dia do óbito (60–50,4%) menores que 1.000 gramas. As causas associadas aos óbitos foram prematuridade (73–63,0%), choque séptico (57–47,9%), sepse precoce (11–9,2%) e tardia (17–14,3%). Conclusão: houve a necessidade de identificação do tipo de sepse durante o preenchimento da declaração de óbito para viabilizar a verificação da origem da contaminação que gerou a sepse, se precoce (origem não hospitalar) ou tardia (origem hospitalar), para melhor alocação dos recursos financeiros e assistenciais no nível adequado de atenção à saúde, de modo a reduzir os desfechos de óbito por sepse.
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