Diagnóstico de tempo e transformação da crítica: Habermas e a origem da reconstrução

Luiz Philipe de Caux

Resumo


Os objetivos do artigo são explicitar a concepção original do modelo crítico reconstrutivo, por parte de Jürgen Habermas, como um esforço consequente de saída de um dilema enfrentado pelo autor a partir da imposição de um diagnóstico de tempo e demonstrar a condicionalidade deste novo modelo à correção deste diagnóstico. Em face do estágio do assim chamado capitalismo tardio, Habermas constata a impossibilidade histórica de persistir no modelo da crítica da ideologia, pois o conflito social no interior do qual tal forma de crítica poderia atuar se encontraria desativado ou imobilizado em razão da forma crescentemente tecnicizada aquirida pelas relações de interação. Diante dessa aporia, Habermas desenvolve o procedimento reconstrutivo como reflexão de segunda ordem, num passo para fora das relações sociais concretas e em direção a suas condições transcendentais de possibilidade, a fim de garantir ao menos o recurso às regras contrafáticas com base nas quais a crítica restaria, num segundo momento, assegurada

Palavras-chave


Teoria Crítica da Sociedade; Crítica da ideologia; Reconstrução; Capitalismo tardio; Habermas

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