A QUESTÃO DA MEMÓRIA EM SANTO AGOSTINHO E FREUD

Marcio Silveira Conke

Resumo


Neste estudo analisamos as coincidências que perpassam as teorias de Sigmund Freud e de Santo Agostinho no que se refere à questão da memória e do esquecimento. Temas que já aparecem nas primeiras obras do teólogo africano. Em A ordem, por exemplo, chega a declarar o sujeito como “escravo da memória”. Entretanto, depois de um progresso em O mestre, é no Livro X das Confissões que encontramos um desenvolvimento completo de tais noções; e mais tarde nos últimos Livros de A Trindade, ao inserir a questão da vontade. Quinze séculos depois, o inventor da psicanálise, principalmente nos temas abordados na Psicopatologia da vida cotidiana,aproxima-se teoricamente do bispo de Hipona. Com efeito, os dois pensadores, independentemente do grande tempo que os separa, afirmam que tanto a memória é uma grande potência e não é um depósito passivo das experiências do passado, quanto o esquecimento é uma grande força, uma resistência, e não um mero acaso.

Palavras-chave


Santo Agostinho, Freud, memória, esquecimento, resistência.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais

Esta é uma revista de acesso aberto. Isto significa que todo o conteúdo está disponível de maneira livre e gratuita para o usuário (a) ou para sua instituição. Aos usuários (as) é permitido ler, fazer download, copiar, distribuir, imprimir, fazer buscas e usar o link para os textos completos de artigos ou usá-lo para qualquer outra finalidade legal, sem ter que pedir permissão para editores ou autores. 

Licença Creative Commons
Esta revista está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Perspectiva Filosófica está indexada atualmente pelo DIADORIM, pelo Sumário.org, pelo Google Scholar, pela REDIB e pelo LATINDEX.