RESISTÊNCIA E LIBERDADE NA CRÍTICA DA RAZÃO POLÍTICA DE MICHEL FOUCAULT: A FILOSOFIA COMO PRÁTICA DA PARRHESÍA

Christian Fernando Ribeiro Guimarães Vinci

Resumo


Esse artigo se dispõe a analisar a crítica da razão política elaborada pelo último Foucault, sua filiação à tradição crítica kantiana bem como seu ultrapassamento e a exigência por uma nova ética pautada em valores estéticos. Procedendo à leitura e análise de alguns textos escritos entre finais da década de 1970 e início da de 1980, buscaremos elucidar o projeto ético-estético-político foucaultiano através de seu projeto crítico, salientando a importância da análise arque-genealógica para a compreensão das artes de governo moderna e da ontologia de nós mesmos. Trazer à tona os questionamentos do filósofo francês em seus últimos escritos torna possível uma atualização do papel do pensamento filosófico: buscar a denúncia dos abusos da racionalidade ligada às práticas de poder, bem como reativar a possibilidade da liberdade nos cenários nos quais o poder atua de modo irrestrito. A busca por uma outra ética, capaz de romper com os limites do pensamento representativo, se faz necessária dentro deste cenário: recusar o que somos e nos moldar em um outro sistema de pensamento para, então, atingirmos uma real prática refletida da liberdade. Importa ainda investigar a importância do conceito de parrésia, aqui traduzida por dizer-verdadeiro, desenvolvida nos últimos cursos ministrados por Michel Foucault no Collège de France para se atingir a máxima potência na revolta ética preconizada pelo filósofo.

Palavras-chave


Michel Foucault; Filosofia Política; Crítica da Razão Política

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