Agência epistêmica, naturalismo e normatividade

Ana Margarete B. de Freitas

Resumo


O objetivo deste trabalho é apresentar um modelo de agência epistêmica que atenda ao projeto normativo da epistemologia, ao mesmo tempo em que satisfaz as intuições naturalistas sobre o funcionamento cognitivo humano. A agência epistêmica é um dos tópicos centrais de discussões na epistemologia contemporânea, sendo um elemento essencial para a fundamentação da Epistemologia das Virtudes de Ernest Sosa, que compreende as performances cognitivas humanas como virtudes intelectuais. O desenvolvimento, nas últimas décadas, de pesquisas no ramo da Psicologia Cognitiva, tem apoiado as argumentações de filósofos naturalistas que contestam a imagem do agente epistêmico como defendida por Sosa e apontam para a impossibilidade de haver agência relacionada aos processos de formação de crenças. Levando em conta este contexto e com base nas concepções de Joëlle Proust sobre a estrutura das ações mentais, apresento um caso hipotético que tenta estabelecer as bases para uma concepção de Agência Epistêmica Híbrida. A adesão à esta perspectiva sobre a agência epistêmica leva a uma visão mais realista sobre o papel epistêmico dos agentes humanos e a uma compreensão da normatividade epistêmica voltada para fins epistêmico-motivacionais.

Palavras-chave


Agência Epistêmica. Naturalismo. Metacognição. Joëlle Proust. Ernest Sosa.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 Ana Margarete B. de Freitas