Análise das considerações intempestivas a partir das cartas de Nietzsche: indicativo de uma perspectiva estética e educativa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2357-9986.2021.248724

Palavras-chave:

arte, intempestividade, educação, cultura

Resumo

Dentre os anos de 1873 e 1876 Nietzsche escreveu quatro livros que denominou como Considerações Intempestivas: David Strauss, confessor e escritor; Da utilidade e desvantagem da história para a vida; Schopenhauer como educador e Wagner em Bayreuth. Neles, o filósofo estabelece uma crítica a favor de uma cultura elevada, cujos clássicos da Grécia e Roma Antigas e da própria Alemanha são os meios educativos apresentados como contraponto. A adversária é a concepção gregária de cultura, vigente no século XIX, que, conforme Nietzsche, tinha os interesses utilitários do Estado como forma principal de organização da vida. Esse [o Estado] sugava todas as forças criativas, como da educação juvenil, dos interesses científicos, reduzindo todos ao jugo dos negócios.  Foi o período em que a Alemanha venceu a guerra franco-prussiana e buscava se estruturar politicamente, mas, Nietzsche percebe diversas armadinhas presentes neste processo, como o perigo da cultura se tornar serva da política. Essa preocupação aparece também nas suas correspondências, escritas dentre os anos de 1850 e 1888, nelas, também observamos o pensamento como “instrumentos de combate” contra a decadência social.

Biografia do Autor

Enock Silva Peixoto, Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutor em filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro-UERJ; doutorando em filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ; mestre em educação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro-UNIRIO; professor de Filosofia da rede de ensino do Estado da Bahia. Contato: enock-peixoto@hotmail.com. Lattes: http://lattes.cnpq.br/2279553891899830

 

 

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Publicado

2021-04-11