A falácia naturalista e a derivação de Searle

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2357-9986.2022.248960

Palavras-chave:

dever/ser, John Searle, naturalismo, falácia naturalista, metaética

Resumo

Neste artigo pretendemos caracterizar a questão da chamada falácia naturalista e avaliar como John Searle a aborda. Para isso, trataremos de forma breve os argumentos de David Hume e G. E. Moore para posteriormente analisarmos como as objeções de Searle à suposta falácia se relacionam com tais abordagens e se obteve êxito.

Biografia do Autor

Daniel Pires Nunes, Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS)

Doutorando em Filosofia pelo PPGFIL da Universidade de Caxias do Sul e mestre em Filosofia pela mesma universidade  (2014). Atualmente é docente do Instituto Federal do Rio Grande do Sul – Campus Erechim. E-mail: daniel.nunes@erechim.ifrs.edu.br, dpnunes2@ucs.br.

Agradecimento à CAPES pela bolsa de estudos (PROSUC) e em especial ao Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) pela oportunidade de estudo sem a qual este texto não seria possível.

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Publicado

2022-05-03

Edição

Seção

Dossiê temático sobre Epistemologia, Filosofia da Ciência e Naturalismo