Fake news e colonialidade de mentes: considerações via paradigma da complexidade

Juliana Moroni

Resumo


Neste artigo, nós buscamos compreender como a disseminação de fake news, através do uso de tecnologias digitais, tornou-se uma ferramenta poderosa na manipulação da opinião pública, contribuindo para o processo de colonialidade[1] de mentes. A colonialidade de mentes, contextualizada nos estudos de Dascal (2009), é um tipo de violência epistêmica, caracterizada como transmissão e modificação de hábitos através de sistemas sociais como família, linguagem, religião, ciência, educação, ideologia e mídia que disseminam as formas de imposição do pensamento e ação do colonializador. Nossa hipótese é a de que o paradigma da complexidade, fundamentado no pensamento de Morin (2003; 2005), oferece subsídios teóricos para pensarmos o problema da disseminação de fake news, bem como a sua influência na colonialidade de mentes na medida em que expressa uma visão de mundo não fragmentada e sistêmica, pautada por princípios como o hologramático e o dialógico. Com base nestes princípios, nosso principal foco será oferecer um caminho para pensarmos sobre a colonialidade de mentes através da ética da complexidade.


Palavras-chave


Fake News. Tecnologias Digitais. Colonialidade de Mentes; Solitude. Para-digma da Complexidade. Ética da Complexidade.

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DOI: https://doi.org/10.51359/2357-9986.2021.249958

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