Representações inconscientes em Kant: uma reflexão sobre a fantasia musical

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2357-9986.2022.252127

Palavras-chave:

inconsciente, representação, fantasia, Kant, música

Resumo

Este artigo tem por objetivo apresentar e analisar o conceito de representação inconsciente no âmbito estético em Kant a partir do exemplo da fantasia musical. As representações inconscientes constituem um tema debatido por Kant, sobretudo nos escritos de Antropologia e remetem a atividade cognitiva inconsciente presente nas faculdades do entendimento, da razão e imaginação. Na Antropologia de um ponto de vista pragmático e demais compêndios de Antropologia, o tema é destacado sob o ponto de vista estético no que tange a um exemplo particular: a composição da fantasia musical, em exemplo utilizado por John Locke em seus Ensaios para apresentar o ato da improvisação como uma atividade cognitiva que teria seu princípio vital não na atividade inconsciente, mas na associação de ideias. Para além de um exemplo, a recorrência do exemplo em Kant, espelha a sua teorização e compreensão das representações inconscientes estéticas como um campo amplo e positivo.

Biografia do Autor

Aline Brasiliense dos Santos Brito, Universidade Federal do Pará, Escola de Aplicação

Possui graduação em Filosofia pela Universidade Federal do Pará (2016). Mestre em Filosofia pela Universidade Federal do Pará (2018). Professora efetiva da Escola de Aplicação da UFPA. Doutoranda em História - UFPA. Tem experiência na área de filosofia , atuando principalmente nos seguintes temas: história da filosofia, psicanálise, relações entre filosofia, literatura e música. É atualmente coordenadora do clube de Leitura da Escola de Aplicação da UFPA.

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Publicado

2022-05-03