A inescrutabilidade da referência e a relatividade ontológica de Quine permitem a defesa do conhecimento científico?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2357-9986.2022.253891

Palavras-chave:

teoria científica, inescrutabilidade da referência, relatividade ontológica, indeterminação

Resumo

A discussão aqui delineada objetiva discutir acerca da possibilidade em estabelecer que as teorias científicas são bem-sucedidas ou não a partir da teoria filosófica de Quine. Os pressupostos internos ao pensamento do autor são suas concepções da inescrutabilidade da referência e da relatividade ontológica. Afinal, como se pode estabelecer conhecimento quando os elementos básicos são tão indeterminados? Por outro lado, os pressupostos externos a seu pensamento são as teorias clássicas, como o empirismo do Círculo de Viena e o fundacionalismo. O empirismo do Círculo de Viena alicerça-se em bases verificacionistas, tendo como elemento central a evidência empírica. Já o fundacionalismo, ancora-se principalmente, na exigência cartesiana de certeza, uma demanda que busca responder às exigências para se alcançar o conhecimento enquanto realidade indubitável imanente ao sujeito. Quine é um herdeiro dessas discussões. A questão fundamental que nos ocupará aqui será mostrar como o filósofo estabelece uma teoria que parte do inegável sucesso das previsões científicas, assumindo, no entanto, pressupostos de indeterminação linguística e epistêmica. 

Biografia do Autor

Luís Filipe Estevinha Rodrigues, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Professor na Universidade Federal do Ceará (UFC), Fortaleza – CE, Brasil. Grupo LANCOG, Lisboa, Portugal.

Jorge Henrique Lima Moreira, Universidade Estadual do Piauí (UESPI); Universidade Federal do Ceará (UFC)

Professor do Curso de Filosofia da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e Doutorando em Filosofia na Universidade Federal do Ceará (UFC).

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Publicado

2022-05-03

Edição

Seção

Dossiê temático sobre Epistemologia, Filosofia da Ciência e Naturalismo