Os ciganos do Brasil perdidos no paraíso da exotização
apontamentos de Frantz Fanon para sair da cilada colonial
DOI:
https://doi.org/10.51359/2357-9986.2026.262693Palavras-chave:
povos ciganos, exotismo, fetiche, fantasia, Frantz FanonResumo
Fantasia, exotismo e representação são categorias teóricas dos escritos políticos de Frantz Fanon que auxiliam a pensar a cilada a que os povos ciganos no Brasil estão submetidos. O não-cigano, o cidadão branco que não se racializa, vê na indumentária e tradições dessa etnia, um mistério profano e de fácil apropriação. Relacionar o anticolonialismo de Fanon com a teoria escrita por povos ciganos é o horizonte presente aqui. O território da tradição é epistemologia e método. O racismo anticigano é bastante diferente do racismo antinegro, assim como do racismo anti-indígena. As fronteiras do mundo cigano sempre estiveram sob trincheiras e as máscaras que os não-ciganos utilizam, revela uma face que se disfarça em suas fantasias e projeções. É percebido que para sair dessa emboscada estrutural, retomadas comunitárias devem ser reerguidas. O recurso da linguagem grafada é caminho estratégico para nomear feridas e estancá-las logo após.
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