O funk carioca e a linguagem
uma leitura fanoniana sobre a vida funkeira
DOI:
https://doi.org/10.51359/2357-9986.2026.262742Palavras-chave:
funk carioca, Atlântico negro, Frantz Fanon, pretuguêsResumo
Durante a amálgama do primeiro capítulo da obra "Pele Negra, Máscaras Brancas" de Frantz Fanon (2008), para frisar uma pesquisa de fundamento denegrido, o artigo observa a experiência da linguagem pela existência do colonialismo e seus efeitos por contínuas resistências culturais nas Américas. Tamanhadisposição conceitual emerge no evidenciar do funk carioca (Vianna, 1997; Facina, 2009, 2013) através da estética do Atlântico negro (Thompson, 1983), as trocas frente as múltiplas e inacabadas relações de valores pós-ancestralidade africana. Realizada na jornada sobre a história, a cultura e a linguagem negra, a escrita segue por símbolos antirracistas, uma proposta que defende o funk carioca como fenômeno afro-brasileiro (Nascimento, 2019; González, 2018).
Referências
BATISTA, Nilo. "Ainda há tempo de salvar as Forças Armadas da cilada da militarização da Segurança Pública". In: BATISTA, Vera Malaguti (org.). Paz Armada. Criminologia de Cordel - Instituto Carioca de Criminologia. Rio de Janeiro: Revan, 2013, p. 47-54.
BRASIL embranqueceu no pensamento, afirma Nei Lopes, que faz 80 anos. Portal Geledés, 02 jan. 2023. Disponível em: https://www.geledes.org.br/brasil-embranqueceu-no-pensamento-afirma-nei-lopes-que-faz-80-anos/ . Acesso em: 4 jan. 2023.
COELHO, Gustavo. Deixa os Garotos Brincar. Rio de Janeiro: Multifoco, 2016.
FACINA, Adriana. “'Não Me Bate Doutor': Funk e criminalização da pobreza". In.: V ENECULT — Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura, 2009, p. 1-11.
FACINA, Adriana. "Quem tem medo do 'Proibidão'?". In: FACINA, Adriana; BATISTA, Carlos Bruce (org.). Tamborzão — olhares sobre a criminalização do funk. Criminologia de Cordel 2 - Instituto Carioca de Criminologia. Rio de Janeiro: Revan, 2013, p. 51-72.
FANON, Frantz. Pele Negra, Máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.
FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala — formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. São Paulo: Global, 2003.
COMBO, Gerson King. Mandamentos Black. Rio de Janeiro: Polydor: 1977. Suporte: 4 minutos e 1 segundo.
GILROY, Paul. O Atlântico Negro: modernidade e dupla consciência. Tradução: Cid Knipel Moreira. São Paulo: Editora 34; Rio de Janeiro: Universidade Cândido Mendes, Centro de Estudos Afro-Asiáticos, 2012.
GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro educador: saberes construídos nas lutas por emancipação. Petrópolis: Vozes, 2017.
GONZALEZ, Lélia. Primavera para as rosas negras. São Paulo: Editora Filhos da África, 2018.
HERSCHMANN, Micael. O funk e o hip-hop invadem a cena. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2005.
LOPES, Adriana Carvalho. Funk-se quem quiser no batidão negro da cidade carioca. Tese (Doutorado em Lingüística) - Instituto de Estudos da Linguagem. Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2010.
MARTINS, Leda Maria. Performances do tempo espiralar, poéticas do corpo-tela. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021.
NASCIMENTO, Abdias. O quilombismo: documentos de uma militância pan-africanista. São Paulo: Editora Perspectiva; Rio de Janeiro: Ipeafro, 2019.
PEIXOTO, Luiz Felipe de Lima; SEBADELHE, José Otávio. 1976: Movimento Black Rio. São Paulo: José Olympio (Grupo Editorial Record), 2016.
THOMPSON, Robert Farris. Flash of the Spirit: African and Afro-American Art and Philosophy. New York: Vintage Books, 1983.
VIANNA, Hermano. O Mundo Funk Carioca. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997.
WISNIK, José Miguel. O som e o sentido: uma outra história das músicas. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Samuel Lima, Weverson

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Revista Perspectiva Filosófica orienta seus procedimentos de gestão de artigos conforme as diretrizes básicas formuladas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). http://memoria2.cnpq.br/web/guest/diretrizes/
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
-
Os autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, sendo o trabalho simultaneamente licenciado sob Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
-
Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista, com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista (Consultar http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html).

As obras publicadas pela Revista Perspectiva Filosófica estão licenciadas com Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.








