A desalienação do negro
reflexões sobre educação em diálogo com Frantz Fanon
DOI:
https://doi.org/10.51359/2357-9986.2026.262747Palavras-chave:
Frantz Fanon, alienação, colonialismo, humanismo, educaçãoResumo
O presente artigo contempla uma proposta de diálogo com as ideias de Frantz Fanon visando pensar a educação no nosso tempo. Baseando-se sobretudo no livro Pele negra, Máscaras brancas - um clássico sobre a sociogênese da colonização, da identidade negra enquanto alteridade do branco, dos complexos de inferioridade e superioridade, das condições materiais e dos processos de subjetivação da racialização – e em autoras e autores importantes nos estudos sobre racismo e sobre educação, pretendemos refletir sobre como a noção de alienação em Fanon nos permite elaborar uma compreensão acerca dos processos de desumanização implicados no colonialismo. A linguagem, a identidade e a produção do sujeito no contexto colonial e neocolonial são categorias incontornáveis para elaborar um diagnóstico sobre a educação no contexto contemporâneo, considerando o atual ciclo do capitalismo. Recuperamos, na elaboração do autor, a noção de dupla alienação do negro para elucidar o dignóstico, bem como a forma pela qual ele recupera a noção de práxis dialética para pautar as possibilidades de superação da estrutura racista-colonial-moderna, na direção de um humanismo radical.
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