A desalienação do negro

reflexões sobre educação em diálogo com Frantz Fanon

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2357-9986.2026.262747

Palavras-chave:

Frantz Fanon, alienação, colonialismo, humanismo, educação

Resumo

O presente artigo contempla uma proposta de diálogo com as ideias de Frantz Fanon visando pensar a educação no nosso tempo. Baseando-se sobretudo no livro Pele negra, Máscaras brancas - um clássico sobre a sociogênese da colonização, da identidade negra enquanto alteridade do branco, dos complexos de inferioridade e superioridade, das condições materiais e dos processos de subjetivação da racialização – e em autoras e autores importantes nos estudos sobre racismo e sobre educação, pretendemos refletir sobre como a noção de alienação em Fanon nos permite elaborar uma compreensão acerca dos processos de desumanização implicados no colonialismo. A linguagem, a identidade e a produção do sujeito no contexto colonial e neocolonial são categorias incontornáveis para elaborar um diagnóstico sobre a educação no contexto contemporâneo, considerando o atual ciclo do capitalismo. Recuperamos, na elaboração do autor, a noção de dupla alienação do negro para elucidar o dignóstico, bem como a forma pela qual ele recupera a noção de práxis dialética para pautar as possibilidades de superação da estrutura racista-colonial-moderna, na direção de um humanismo radical.

Biografia do Autor

Neville Santos, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás

Bacharel (2007) e Licenciado (2008) em Ciências Sociais, Mestre (2010) e Doutor (2016) em Sociologia pela Universidade Federal de Goiás. Professor efetivo de Ciências Sociais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - IFG (Campus Anápolis), desde 2011. Membro do Grupo de Estudos em Teoria Social e Políticas Públicas (GETESPP) do Instituto Federal de Goiás - campus Anápolis. Membro do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI) do IFG-campus Anápolis. Foi Coordenador Geral da Comissão Permanente de Promoção de Políticas de Igualdade Étnico-Racial - CPPIR/IFG (2020-2022). Supervisiona atualmente o Eixo de Desenvolvimento Econômico e Social do Centro de Referência em Pesquisa e Inovação do IFG. Coordena neste Centro o Laboratório de Políticas Públicas - LAPP/CITELAB/IFG. Membro da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros/as (ABPN). Tem interesse nos problemas relativos às desigualdades raciais e seus desdobramentos na educação, no trabalho, na ciência e tecnologia e nas politicas públicas. Atua com os seguintes temas: Racismo e desigualdades raciais no mundo do Trabalho; Educação, racismo e estratificação social; Implicações raciais das novas tecnologias digitais; Educação para as relações étnico-raciais; Análise, monitoramento e avaliação de políticas públicas.

Thiago Carvalho, Universidade de Brasília

Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGSOL) da Universidade de Brasília (UnB), licenciado em Ciências Sociais pelo Instituto Federal de Goiás (IFG) e professor de sociologia no cursinho popular Movimento Educação Livre.

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Publicado

2026-06-15

Edição

Seção

Número especial: O pensamento de Frantz Fanon