A noção de angústia no pensamento de Frantz Fanon
uma incursão fenomenológico-existencial
DOI:
https://doi.org/10.51359/2357-9986.2026.262750Palavras-chave:
Frantz Fanon, fenomenologia, angústia, existencialismo, psicologiaResumo
Tendo como base o diálogo crítico empreendido pelo psiquiatra martinicano Frantz Omar Fanon com a fenomenologia-existencial, objetiva-se no presente artigo refletir sobre a noção de angústia mediada pela obra Pele Negra, Máscaras Brancas, original de 1952. Pensar a angústia a partir desse diálogo crítico se mostra de fundamental importância na medida em que o autor é responsável pela historicização das ontologias fenomenológico-existenciais, possibilitando a superação dos limites metodológicos e conceituais, além de nos oferecer um caminho possível para a construção de uma fenomenologia-existencial rumo a um novo humanismo.
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