O Programa Utilitarista e a Ciência do Artificial de Hobbes: da pessoa como representação, das corporações e do estado como pessoa às origens da análise econômica e da emergência dos problemas da captura e da agência

Ana Carolina Corrêa da Costa Leister, José Raymundo Novaes Chiappin

Resumo


O artigo foca sobre o problema, o enquadramento e a solução da teoria das formas de governo e do Estado relacionada com o conflito de interesses e a associada apropriação do interesse público pelo privado, emergente do desenvolvimento, por Hobbes, da noção de pessoa como representação por ação, para construir os corpos políticos, em particular, as formas de governo e do Estado, como agentes passíveis de responsabilidade. As corporações são, para Hobbes, uma das causas da dissolução do Estado ou de sua apropriação, e precisam ser responsabilizadas por suas ações. A teoria das formas procura desenhar e desenvolver arranjos e mecanismos institucionais - como, por exemplo, o Estado como corporação, o soberano com poder supremo, a civil law como sistema legal codificado e a teoria da responsabilidade dos corpos políticos - para promover o alinhamento do interesse privado com o interesse público e evitar a captura deste último pelo primeiro.


Palavras-chave


Hobbes; pessoa como representação; estado como corporação; captura; modelo de agência

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