Desenho de pesquisa, inferência e causalidade em Ciência Política e Relações Internacionais: uma introdução didática

Rafael Mesquita

Resumo


O artigo apresenta uma introdução didática sobre desenhos de pesquisa, inferência e causalidade em Ciência Política e Relações Internacionais. Destina-se, portanto, a familiarizar estudantes do campo com o ferramental desta atividade científica, bem como introduzi-los aos principais debates que perpassam a disciplina. Para tanto, revisamos os elementos centrais do livro Designing Social Inquiry e as publicações que responderam a ele, endossando ou contestando as suas concepções sobre as melhores práticas científicas. Com este artigo esperamos equipar os alunos de Ciência Política e Relações Internacionais para o pensamento crítico sobre as escolhas envolvidas na elaboração e execução de um desenho de pesquisa.


Palavras-chave


ciência política; metodologia; inferência; causalidade; KKV

Texto completo:

PDF

Referências


ALMOND, Gabriel A. (1988). "Separate tables: schools and sects in political science" PS: Political Science and Politics. Vol. 21, No. 4: 828-842

ALMOND, Gabriel A.; GENCO, Stephen J. (1977) “Clouds, clocks and the study of politics”. World Politics. Vol. 29, No. 4: 489-522

BARBOZA, Danilo P.; GODOY, Samuel R. (2014) “Superando o ‘calcanhar metodológico’? Mapeamento e evolução recente da formação em métodos de pesquisa na pós-graduação em Ciência Política no Brasil”. Trabalho apresentado no IV Seminário Discente da Pós-Graduação em Ciência Política da USP. 07 a 11 de abril de 2014.

BLALOCK Jr, H. M. (1961). “Theory, Measurement, and Replication in the Social Sciences”. American Journal of Sociology, Vol. 66, No. 4: 342-347

BRADY, Henry; COLLIER, David. (2004). Rethinking social inquiry: diverse tools, shared standards. Maryland: Rowman & Littlefield Publishers.

COLLIER, David; BRADY, Henry; SEAWRIGHT, Jason. (2004), “Sources of leverage in causal inference: towards an alternative view of methodology” in Henry Brady; David Collier (eds). Rethinking social inquiry: diverse tools, shared standards. Maryland: Rowman & Littlefield Publishers, pp. 229-266

COLLIER, David; MAHON, James E. (1993). “Conceptual "stretching" revisited: adapting categories in comparative analysis.” American Political Science Review, Vol. 87, No. 4: 845-855

DAHL, Robert A. (1957). “The Concept of Power”. Behavioral Science. Vol. 2, No. 3: 201-215

FIGUEIREDO FILHO, Dalso; SILVA, Lucas; DOMINGOS, Amanda. (2015). "O que é e como superar a multicolinearidade? Um guia para a ciência política." Conexão Política. Vol. 4, No. 2: 95-104

FIGUEIREDO FILHO, Dalson, et al. (2011), “O Que Fazer e o Que Não Fazer Com a Regressão: pressupostos e aplicações do modelo linear de Mínimos Quadrados Ordinários (MQO).” Revista Política Hoje, Vol. 20, No. 1

FREITAS, Vitor S.; NETO, Fernando B. (2016). “Qualitative Comparative Analysis (QCA): usos e aplicações do método”. Revista Política Hoje Vol. 24, No. 2: 103-118

GEDDES, Barbara. (1990), “How the Cases You Choose Affect the Answers You Get: Selection Bias in Comparative Politics.” Political Analysis. Vol. 2, No. 1:131-150

GERRING, John. (2004), “What is a case study and what it is good for?” American Political Science Review, Vol. 98, No. 2: 341-354.

GERRING, John. (2005), “Causation: a unified framework for the social sciences.” Journal of Theoretical Politics, Vol. 17, No. 2: 163–198

KENNEDY, Peter. (2003). A guide to econometrics. Cambridge: MIT Press.

KEOHANE, Robert O.; NYE, Joseph N. (2001). Power and interdependence. New York: Pearson.

KING, Gary. (1995), “Replication, replication.” PS: Political Science & Politics. Vol. 28, No. 3: 443–499.

KING, Gary. (2015) [1995]. “Replicação, replicação”. Revista Eletrônica de Ciência Política, Vol. 6, No. 2: 382-401

KING, Gary; KEOHANE, Robert O.; VERBA, Sidney. (1994), Designing Social Inquiry: scientific inference in qualitative research. Princeton: Princeton University Press.

LIJPHART, Arend. (1971), “Comparative politics and the comparative method.” American Political Science Review, Vol. 65, No. 3: 682-93

MAHONEY, James. (2008), “Towards a unified theory of causality.” Comparative Political Studies. Vol. 41, No. 4-5: 412-436

MAHONEY, James; KIMBALL, Erin; KOIVU, Kendra L. (2009), “The Logic of Historical Explanation in the Social Sciences.” Comparative Political Studies, Vol. 42, No. 1: 114-146

MEDEIROS, Marcelo de Almeida et al. (2016). “What does the field of International Relations look like in South America?” Rev. bras. polít. int., Vol. 59, No. 1, e004, 2016

MERTON, Robert K. (1942). The Sociology of Science: Theoretical and Empirical Investigations. Chicago: University of Chicago Press.

MILLER, Bernhard. (2011), “Making measures capture concepts: tools for securing correspondence between theoretical ideas and observations.” in Thomas Gschwend; Frank Schimmelfennig (orgs.). Research Design in Political Science: how to practice what they preach. London: Palgrave Macmillan, pp.83-102

MUNCK, Gerardo. (2004), “Tools for qualitative research.” in Henry Brady; David Collier. Rethinking social inquiry: diverse tools, shared standards. Maryland: Rowman & Littlefield Publishers, pp. 105-122

NEIVA, Pedro. (2015). “Revisitando o calcanhar de Aquiles metodológico das ciências sociais no Brasil”. Sociologia, Problemas e Práticas. No. 49: 65-83

PEARSON, Karl. (1900) The Grammar of Science. Londres: Adam and Black. Disponível em: < https://archive.org/details/grammarofscience00pearuoft> Data de acesso: 12/08/2017

PÉREZ-LIÑÁN, Aníbal. (2010), “El método comparativo y el análisis de configuraciones causales.” Revista Latinoamericana de Política Comparada. Vol. No. 3: 125-148

POPPER, Karl. (2002) [1935]. The logic of scientific discovery. Londres: Routledge.

PRZEWORSKI, Adam; TEUNE, Harry. (1970), The Logic of Comparative Social Inquiry. New York: Wiley-Interscience.

RAGIN, Charles. (2004), “Turning the tables: how case-oriented research challenges variable-oriented research.” in Henry Brady; David Collier (eds.). Rethinking social inquiry: diverse tools, shared standards. Maryland: Rowman & Littlefield Publishers, 123-138

REZENDE, Flávio da Cunha. (2017). “O Pluralismo Inferencial na Ciência Política Pós-KKV (2005-2015): Argumento e Evidências”. Revista Política Hoje. Vol. 26, No. 1: 241-278

ROGOWSKI, Ronald. (2004), “How inference in the social (but not the physical sciences) neglects theoretical anomaly”. In Henry Brady; David Collier. Rethinking social inquiry: diverse tools, shared standards. Maryland: Rowman & Littlefield Publishers, pp. 75-84

SARTORI, Giovanni. (1991), “Comparing and miscomparing.” Journal of Theoretical Politics. Vol. 3, No. 3: 243-257

SILVA, Glauco Peres da. (2015). “Desafios ontológicos e epistemológicos para os métodos mistos na ciência política”. Rev. bras. Ci. Soc. Vol.30, No.88: 115-128

SOARES, Gláucio. (2005), “O calcanhar metodológico da ciência política no Brasil.” Sociologia, problemas e práticas, No. 48: 27-52

TARROW, Sidney. (2005), “Bridging the quantitative-qualitative divide.” in Henry Brady; David Collier. Rethinking social inquiry: diverse tools, shared standards. Maryland: Rowman & Littlefield Publishers, pp.171-180

WOOLDRIDGE, Jeffrey M. (2013). Introductory Econometrics: a modern approach. 5th edition. Ohio: South-Western.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2018 Rafael Mesquita

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

I S S N   0 1 0 4  –  7 0 9 4