Representação política e internet - Uso das TICs por membros do parlamento brasileiro

Marcus Abílio Gomes Pereira, Manoel Leonardo dos Santos, Helga do Nascimento de Almeida

Resumo


No presente texto nos propomos a fazer um diagnóstico e estimarmos alguns efeitos do uso das TICs por parte dos membros brasileiros do parlamento. No Brasil, a Câmara dos Deputados tem procurado ampliar a área de participação eletrônica, através do seu portal eletrônico (http://www2.camara.gov.br/) buscando contribuir para novas formas democráticas de interação entre o setor público e a sociedade civil. Este portal tem como objetivo aumentar os canais de participação política, deliberação e transparência através do desenvolvimento de ferramentas de interação entre cidadãos e deputados, como "Fale com o Deputado", fóruns e salas de chat. Para uma análise precisa da utilização desses canais o Centro de Estudos Legislativos em cooperação com a Universidad de Salamanca desenvolveu um survey complexo, sendo que dentre os objetivos desse survey vislumbrava-se descobrir a frequência e modo de uso das ferramentas TIC’s disponibilizadas pela Câmara dos Deputados. Assim, nesse texto, no primeiro momento discorremos sobreo marco teórico que arregimentam as conjecturas, depois analisamos dados descritivos para, por último, ,  estimarmos alguns efeitos através de análise de correspondência.


Palavras-chave


Democracia digital - Parlamento - Internet - Representação

Texto completo:

PDF

Referências


ANASTASIA, F.; NUNES, F. (2006) “A reforma da representação”. In: Avritzer e Anastasia. Reforma política no Brasil. BH: Ed. UFMG, 2006

BRAGA, S. (2007) O papel das TICs na institucionalização das democracias. Brasília: Câmara dos Deputados.

BIMBER, B. (1998) “Internet and Political Transformation: Populism, Community, and Accelerated Pluralism”. Polity, V. 31, N. 1 pp. 133-160, 1998

BIMBER, Bruce. (2001) “Information and political engagement in America: The search for effects of information technology at the individual level,” Political Research Quarterly, volume 54, number 1, pp. 53–67

BOHMAN, James. (2004) “Expanding dialogue: The Internet, the public sphere and prospects for transnational democracy”. The Sociological Review, 52(1), p. 131155.

BRUNDIDGE, J.; RICE, R. (2009) “Political engagement online: Do the information rich get richer and the like-minded become more similar?” In A. CHADWICK & P. N. HOWARD (Eds.), The handbook of Internet politics (pp. 144-156). London and New York: Routledge.

CARDON, D. (2012) A democracia internet - promessas e limites. Rio de Janeiro: Editora Forense.

CHADWICK, A.; HOWARD, P. (2009) (Eds.) The Routledge Handbook of Internet Politics, New York: Routledge, 2010.

COLEMAN, S. (2010). “Making parliamentary democracy visible: speaking to, with, and for the public in the age of interactive technology”. In: Chadwick & P. Howard (Eds.) 2010, The Routledge Handbook of Internet Politics New York: Routledge.

COLEMAN, S.; BLUMLER, J.G (2009) The internet and democratic citizenship – theory, practice and policy. Cambridge: Cambridge University Press.

COLEMAN, S. (2005) “New mediation and direct representation: reconceptualizing representation in the digital age”. New Media and Society, 7:177.

DAVIS, R. (1999) The web of politics – the Internet’s impact on the American political system. Oxford: Oxford University Press.

DEAN, J. (2003) Why the net is not a public sphere. In. Constellations, v. 10, n. 1.

DELLI CARPINI, M.X., COOK, F.L. & JACOBS, L.R. (2004) “Public deliberation, discursive participation, and citizen engagement: a review of the empirical literature.” In: Annual review of political science, v.7, pp.315-44;

Estudio 55: Brasil. Ficha Técnica. http://americo.usal.es/oir/Elites/bases_de_datos.htm

FILGUEIRAS, F. (2016) A política pública de transparência no Brasil: tecnologias, publicidade e accountability. In: Mendonça, RF; Pereira, MA e Filgueiras,F. Democracia, tecnologia e redes: ação social, movimentos e transparência. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2016. (no prelo).

FISHKIN, James S. and LASLETT, Peter. (2003) Debating Deliberative Democracy, Oxford:Blackwell Publishing.

FREY, K. (2002) “Governança eletrônica – experiências de cidades européias e algumas lições para países em desenvolvimento” In: EISENBERG e CEPIK (orgs). Internet e política – teoria e prática da democracia eletrônica. Belo Horizonte: Editora UFMG.

FROOMKIN, A.M (2003) Habermas@discourse.net: toward a critical theory of cyberspace. Harvard Law Review, v. 116

FUGINI M.G., MAGGIOLINI P., PAGAMICI B. (2005). “Por que é difícil fazer o verdadeiro ‘Governoeletrônico”. Revista Produção,15(3), 300-309

GASTIL, John. (2003) Exploring the potential for democratic deliberation and socialization in online groups. Paper presented at the congress Democracy on the digital age – The information society project. Yale Law School.

GIMMLER, A.(2001) “Deliberative democracy, the public sphere and the Internet”. Philosophy and social criticism. v.. 27, n. 4.

KIES, Raphaël. (2010) Promises and limits of web-deliberation. New York: Palgrave Macmillan.

HINDMAN, D. & WIEGAND, K. (2008). “The Big Three's Prime Time decline: A social and technological contexto”. In: Journal of Broadcasting and Electronic Media 52, 119â135

HORA, MONTEIRO E ARICA (2010). “Confiabilidade em Questionários para Qualidade: Um Estudo com o Coeficiente Alfa de Cronbach”. Produto & Produção, vol. 11, n. 2, p. 85 - 103, jun. 2010

KIES,Raphäel. (2010) Promises and limits of web-deliberation. Palgrave Macmillan,

LESTON-BANDEIRA, Cristina. (2007) “The impact of the internet on Parliaments: a legislative studies framework”. Parliamentary Affairs, v. 60, n. 4, p. 655-674.

MARQUES, Francisco. (2008) Internet e oportunidades de participação política: Um exame dos websites de senadores brasileiros e norte-americanos. Revista Fronteiras-Estudos Midiáticos. IX(3): 155-166, set/dez 2007

MARQUES, F.P.J. (2010) “Muro baixo, o povo pula”. Iniciativas institucionais de participação digital e seus desafios fundamentais. In: Opinião Pública. Campinas, vol. 16, nº1, junho.

NORRIS, P. (2001) Digital divide: Civic engagement, information poverty & and the internet worldwide. Cambridge: Cambridge University Press.

NORTON, P. (2007) “Four models of political representation: British MPs and the use of ICT”. The Journal of Legislative Studies, V. 13. N. 3. September, p. 354-369.

PAPACHARISSI, Z. (2010) “The virtual sphere 2.0: the internet, the public sphere, and beyond”. In: Chadwick & P. Howard (Eds.) 2010, The Routledge Handbook of Internet Politics New York: Routledge.

Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informação e da comunicação no Brasil: 2005-2009 (coordenação executiva e editorial, Alexandre F. Barbosa) (2010)- São Paulo: Comitê Gestor da Internet no Brasil.

AUTOR (2010)

POLLETTA, F.; LEE, J. (2006) “Is telling stories good for democracy? Rhetoric in public deliberation after 9/11”. In: American sociological review, v. 71, n. 5.

Projeto “Representação Política e Qualidade da Democracia: um estudo das elites parlamentares da América Latina”. (2010) Coordenação: “Instituto Interuniversitario de Estudios de Iberoamérica y Portugal da Universidade de Salamanca”. Realização do Módulo Brasil: Centro de Estudos Legislativos da Universidade Federal de Minas Gerais.

RHEINGOLD, Howard. (1993) The Virtual Community: Homesteading on the Electronic Frontier. Reading, Massachusetts: Addison-Wesley

WARD, S. and LUSOLI, W. (2005) “From weird to wired: MPs, internet and representative politics in the UK”. The journal of representative studies. Vol. 11. Nº 1,.

WILHELM, Anthony G. (2000) Democracy in the digital age. New York: Routledge.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2018 Marcus Abílio Gomes Pereira, Manoel Leonardo dos Santos, Helga do Nascimento de Almeida

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

I S S N   0 1 0 4  –  7 0 9 4