Os limites da política externa dos pequenos Estados em desenvolvimento: A atuação de Cabo Verde na agenda das mudanças climáticas (2010-2019)

Magno Klein, Emanuel Semedo

Resumo


Cabo Verde não possui responsabilidade pelo fenômeno global das mudanças climáticas e, com tão pequena emissão de gases do efeito-estufa, não é sequer capaz de afetar a dinâmica da questão global. Como país insular, porém, os riscos a que está exposto com o aquecimento global são consideráveis. Neste artigo, analisaremos a agenda para as mudanças climáticas da política externa de Cabo Verde, buscando identificar as estratégias tomadas no sentido de promover seus interesses no regime internacional para as mudanças climáticas. Cabo Verde tem apoiado um entendimento da questão no sentido de que caberia aos países centrais a responsabilidade de reduzir emissões e de apoiar países menos desenvolvidos com a transferência de tecnologia e recursos financeiros. Sem recursos financeiros e baixo desenvolvimento tecnológico, com baixo perfil de emissões, sua participação na agenda de negociações é semelhante a de outros países periféricos: busca-se aumentar os ganhos oriundos da transferência de recursos e tecnologias de países mais desenvolvidos e contribuir na formação do novo regramento internacional de modo a auferir ganhos e controlar possíveis impactos nocivos de decisões multilaterais. Para reforçar sua posição nas negociações multilaterais, Cabo Verde tem adotado a estratégia de agir por meio de coalizões internacionais, como a Organização dos Pequenos Estados-Ilha, grupo de países insulares particularmente vulneráveis às mudanças climáticas. 


Palavras-chave


Política Externa de Cabo Verde; Regime Internacional de Mudanças Climáticas; Pequenos Estados; Meio Ambiente

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