NECROCAPITALISMO E ANGOLA: petróleo e corrupção sob a retórica corporativa

Mariana Yante Barreto Pereira

Resumo


Este artigo parte da necessidade de repensar os sujeitos das Relações Internacionais e as dinâmicas onde estão inseridos, chamando a atenção para a importância da construção de análises que consigam absorver complexidades e diminuir silenciamentos históricos. A escolha metodológica foi pelo estudo de caso e a análise de bibliografias e documentos, neste sentido, apresentamos uma discussão sobre possíveis tendências e mecanismos que reproduzem estruturas necrocapitalistas em contextos pós-coloniais, a partir do caso específico de Angola e de como o país tem lidado com os recentes casos de corrupção e espoliação envolvendo o setor petroleiro. A análise sugeriu que as dinâmicas coloniais, ao fazerem parte do cotidiano angolano, ressignificaram dinâmicas e sofisticaram processos de cooptação, viabilizando a entrada e a evasão de capitais. A retórica do enfrentamento à corrupção foi outro exemplo de vigor das práticas coloniais, e pode ser evidenciada nas problemáticas relações de poder entre corporações e elites burocráticas estatais. A partir de um ferramental teórico que traz elementos da Teoria Crítica e do Pós-Colonialismo, o artigo buscou explorar tais dinâmicas em dois níveis: a interação entre as corporações e os Estados e a mediação das organizações internacionais.


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