Cooperação agrícola brasileira para África e América Latina: mapeamento de projetos de cooperação técnica e atores envolvidos (2003-2022)
DOI:
https://doi.org/10.51359/1808-8708.2022.260647Palavras-chave:
Cooperação Agrícola, COBRADI, Agência Brasileira de Cooperação, Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, Cooperação Sul-SulResumo
Esta pesquisa é guiada pela seguinte pergunta: é possível identificar padrões nas características dos projetos de CID
agrícola brasileira entre 2003 e 2022? Com um novo governo Lula em 2023, novas expectativas se acendem acerca
de uma retomada do protagonismo da Cooperação Sul-Sul na política externa. Nesse sentido, um dos principais desafios da cooperação brasileira é o fortalecimento de sua capacidade institucional, junto com o apelo de uma política
externa mais democrática. É neste debate que se insere a presente pesquisa, a fim de avançar nas discussões sobre o
sistema de cooperação do país, no contexto da necessidade de maior efetividade e transparência do processo decisório. A Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (CID) é relevante nessa discussão por dois principais
motivos: 1) Sobretudo na cooperação técnica (CT), as ações de CID necessitam de diversos outros atores para sua
implementação, abrindo portas para ideias e interesses diferentes daqueles centralizados no Ministério das Relações
Exteriores (MRE); 2) São utilizados recursos brasileiros para ajudar outros países, trazendo questionamentos sobre
a real importância da CID e como esses recursos são empregados. Diante desse cenário, o objetivo da presente pesquisa é apresentar um mapeamento dos projetos de cooperação agrícola brasileiros com os países de América Latina
e África, entre 2003 e 2022. Para tanto, são utilizados dados dos relatórios COBRADI e outros solicitados à Agência
Brasileira de Cooperação (ABC), via Lei de Acesso à Informação. Ao final, foi possível identificar padrões, referentes
aos gastos, número de iniciativas, cancelamentos, regiões e países com destaque; tipos e setores mais relevantes de
projetos e instituições mais participativas, tanto na série temporal como um todo quanto por governo.
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