Nova Onda Rosa Latino Americana: As eleições de 2022 da Colômbia no Twitter
DOI:
https://doi.org/10.51359/1808-8708.2023.260652Palavras-chave:
Eleições, Twitter, Nova Onda Rosa, Gustavo PetroResumo
Este trabalho busca responder a seguinte pergunta de pesquisa: Como se deu o uso do Twitter durante o segundo turno
das eleições presidenciais da Colômbia em 2022 pelo representante da Esquerda em um cenário de uma possível Nova
Onda Rosa na América Latina? O objetivo principal foi analisar como o candidato Gustavo Petro utilizou a plataforma
Twitter durante as eleições presidenciais de 2022 na Colômbia considerando que sua vitória eleitoral faz parte desse
movimento de Onda Rosa que significa a ascensão de governos de Esquerda na América Latina. Os objetivos especí-
ficos foram examinar quais recursos comunicativos mais esteve presente no discurso de Gustavo Petro no Twitter tais
como vídeos, fotos, links, hashtags e retweets, além de identificar quais as principais temáticas ditas por ele a partir da
análise de conteúdo escolhida por este trabalho. Por fim, esta pesquisa justifica-se pela busca em contribuir para as áreas
de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas que estudam os processos eleitorais como o crescimento dos governos progressistas democraticamente. Além disso, tem-se poucos trabalhos científicos sobre o fenômeno da Nova Onda Rosa
na América Latina que se caracteriza por esse retorno dos governos de Esquerda ao Poder por eleições presidenciais,
somado ao fato da grande dimensão que o fenômeno da “Twittocracia” vem ganhando nos cenários governamentais.
Referências
AGGIO, Camilo (2010). Campanhas on-line: o percurso da formação das questões, problemas e configurações a
partir da literatura produzida entre 1992 e 2009. Opinião Pública, v.16, nº 2, p. 426 a 445.
AGGIO, Camilo (2014). Campanhas Políticas e Sites para Redes Sociais: Um estudo sobre o uso do Twitter na
eleição presidencial brasileira de 2010. 242 p. Tese de Doutorado em Comunicação e Culturas Contemporâneas –
Universidade Federal da Bahia, Salvador.
ALMEIDA, Helga (2017), Representantes, representados e mídias sociais: mapeando o mecanismo de agendamento
informacional. 396 p. Tese de Doutorado em Ciência Política – Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.
ALMEIDA, Helga. FERREIRA, Maria Alice. ABELIN, Pedro. PEREIRA, Matheus (2020), “Twittocracia e o
populismo de direita: uma análise comparativa entre o caso norte-americano e o brasileiro”, Anais do 12º Encontro
da Associação Brasileira de Ciência Política, vol. 1, p. 701-21.
ARANTES, Pedro (2016). Grandes transformações na América Latina? A onda rosa, a Bolívia e o contramovimento.
p. Dissertação de mestrado em Relações Internacionais Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais,
Belo Horizonte.
BATISTA, Paulo (1994). O consenso de Washington. A visão neoliberal dos problemas latino-americanos. São Paulo.
BOBBIO, Norberto. Direita e esquerda. revista e ampliada. São Paulo: Unesp, 2001.
BRAGA, Sérgio; NICOLÁS, Maria; FRANÇA, Andressa (2011). Uso da internet e oportunidades de
participação política virtual nas eleições municipais de outubro de 2008 no Brasil. Revista Debates, p. 119.
CANAVILHAS, João (2009). A Comunicação Política na Era da Internet. Repositório digital da UBI.
CHIACHIO, Elis Poli (2018). A Onda Rosa na América Latina: caso brasileiro. 65p. Trabalho de Conclusão
de Curso em Bacharelado em Relações Internacionais – Universidade Federal da Grande Dourados, Mato
Grosso do Sul.
ESPINEL, Oscar; RODRÍGUEZ, Luís (2019). Polarización y satanización en la campaña presidencial
colombiana de 2018: análisis del comportamiento comunicativo en Twitter de Gustavo Petro e Iván Duque.
Revista Humanidades, v. 9.
GALVIS, Sandra; GAYON, Delsar; ALZATE, Juan (2021). El lenguaje político en Twitter durante la
segunda vuelta presidencial Colombia 2018. Anagramas: Rumbos y sentidos de la comunicación, v. 20, n. 39,
p. 107-127, 2021.Volume 32, nº 1 - 2023 | 49
GAURAV, Manish; SRIVASTAVA, Amit; KUMAR, Anoop; MILLER, Scott (2013). Leveraging candidate
popularity on Twitter to predict election outcome. In Proceedings of the 7th workshop on social network mining
and analysis, pp. 1-8.
GOMES, Wilson.; FERNANDES, Breno; REIS, Lucas; SILVA, Tarcízio (2009). Politics 2.0: a campanha online
de Barack Obama em 2008. Revista de Sociologia e Política, p. 29-45.
GONZÁLES, Maria Victoria; CRUZ, Danilo (2018). Democracia na América Latina: democratização, tensões e
aprendizados. Buenos Aires.
ITUASSU, Arthur; LIFSCHITZ, Sérgio; CAPONE, Letícia; MANNHEIMER, Vivian (2019). Campanhas
online e democracia: As mídias digitais nas eleições de 2016 nos Estados Unidos e em 2018 no Brasil. O Brasil vai
às urnas. Londrina Syntagma Editores, p. 15-48.
JAVA, Akshay; SONG, Xiaodan; FININ, Tim; TSENG, Belle (2007). Why We Twitter: Understanding
Microblogging Usage and Communities. University of Maryland Baltimore County, Baltimore.
LEMOS, André; LÉVY, Pierre (2010). O Futuro da Internet em direção a uma ciberdemocracia planetária. São Paulo.
LIMA, Joana (2020). Além do Twitter: o uso da rede social por Donald Trump. Tese de Doutorado em Jornalismo e
Estudos Midiáticos – Universidade Fernando Pessoa, Portugal.
MARQUES, Francisco; SAMPAIO, Rafael; AGGIO, Camilo (2013). Do clique à urna: internet, redes sociais e
eleições no Brasil.
MANFREDI, Luciana; GONZÁLEZ, Juan (2019). Comunicación y competencia en Twitter. Un análisis en las
elecciones presidenciales Colombia 2018. Revista Estudios Institucionales, v. 6, n. 11, p. 133-130.
MIGUEL, Luis; BIROLI, Flávia (2010). Comunicação e Política: um campo de estudos e seus desdobramentos
no Brasil. Mídia, representação e democracia. São Paulo, p. 7-24.
OLIVEIRA, Augusto (2020). Neoliberalismo durável: o Consenso de Washington na Onda Rosa Latino-Americana.
Opinião Pública, v. 26, p. 158-192.
PANIZZA, Francisco (2006). La marea rosa. Análise de Conjuntura. OPSA, n. 8.2.
PARMELEE, John; BICHARD (2012), Shannon. Politics and the Twitter revolution: How tweets influence the
relationship between political leaders and the public. Plymouth, Lexington.
RECUERO, Raquel (2009). Redes Sociais na Internet. Coleção Cibercultura. Porto Alegre: Sulina, p. 191.Volume 32, nº 1 - 2023 | 50
RECUERO, Raquel; ARAÚJO, Ricardo; ZAGO, Gabriela (2011). Como o Capital Social afeta os Retuítes? Em
Proceedings of Fifth International AAAI Conference on Weblogs and Social Media. Espanha.
CONCEIÇÃO ROSSINI, Patrícia; LEAL, Paulo (2012). Os perfis de presidentes latino-americanos no Twitter:
desafios da representação política no contexto da desintermediação comunicacional. Cadernos de Estudos Sociais e
Políticos, v. 1, n. 2, p. 96-119.
SILVA, Fabrício Pereira (2010). Até onde vai a “onda rosa”? Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de
Janeiro, OPSA, Análise de Conjuntura, n. 2, p. 1-20.
SMALL, Tamara (2010). Canadian Politics in 140 Characters: Party Politics in the Twitterverse. Canadian
Parliamentary Review, p. 39-45, 2010.
STROMER, Jennifer (2019). Presidential Campaigning in the Internet Age . New York: Oxford University Press.
TANSCHEIT, Talita; BARBOSA, Pedro (2023). “Há uma nova Onda Rosa na América Latina?”. Revista Jacobin
de Esquerda e Poder, pp. 89–90.
VERGEER, Maurice; HERMANS, Liesbeth; SAMS, Steven (2013). Online Social Networks and Microblogging in Political Campaigning: the Exploration of a New Campaign Tool and a New Campaign Style. Party Politics, v. 19, p. 477-501.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Raquel de Souza

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm">Lei de Direito Autoral n. 9610/98, a Lei nº 5.805/72, bem como os Acordos e Tratados Internacionais de Direito Autoral em vigor no Brasil, quais sejam: Convenção de Berna para a Proteção de Obras Literárias e Artísticas (Decreto Nº 75.699, DE 6 DE MAIO DE 1975), Convenção Universal sobre o Direito de Autor (Decreto Nº 76.905, de 24 DE DEZEMBRO DE 1975), e a Convenção Interamericana sobre os Direitos de Autor em Obras Literárias, Científicas e Artísticas (Decreto Nº 26.675, DE 18 DE MAIO DE 1949).
(2) Os direitos sobre as publicações nesta revista eletrônica pertencem ao(s) autor(es), com direitos de primeira publicação cedidos à Revista Política Hoje. Em virtude do caráter eletrônico da revista, os artigos são de uso gratuito em aplicações educacionais, sem fins comerciais e disponibilizados na Internet no site da revista.