Um Olhar Estrangeiro sobre Segurança e Securitização na Amazônia

Daniel Gates Zirker

Resumo


A "securitização" brasileira da sua região amazônica é desconcertante, por vezes, para observadores estrangeiros. Relaciona-se com o surgimento de uma variada gama de possíveis ameaças à segurança no novo contexto global, às enormes, e em grande parte desprotegidas fronteiras brasileiras, e à necessidade de uma ampla e agressiva expansão das políticas governamentais de múltiplos níveis no âmbito tecnológico e geopolítico para proteger a Amazônia, que devem ser coordenadas por um renovado e crescentemente vigilante establishment militar. Tentativas históricas de alienar vastas porções da Amazônia, incluindo Fordlândia, a vasta propriedade do milionário americano Daniel Ludwig, e Estados falidos nas fronteiras amazônicas brasileiras, têm enfatizado as vulnerabilidades de patrimônio do Brasil, principalmente na região da Amazônia, tradicionalmente despovoada. As definições de "segurança" têm ampliado cada vez mais o conceito, e dadas às condições únicas da Amazônia, o Exército brasileiro passou se defrontar com a dupla necessidade de apoiar a contínua migração brasileira para esse destino e o povoamento, a proteção e o policiamento nesta vasta região. Este estudo examina essas necessidades de segurança no contexto dos projetos militares brasileiros, incluindo Calha Norte, SIVAM / SIPAM, SISFRON e "Amazônia Verde", SisGAAz e "Amazônia Azul", e as respostas militares brasileiras para possíveis ameaças à sua soberania nacional na região por via da implementação de programas em seus vizinhos tais como o "Plano Colômbia".

Palavras-chave


Soberania nacional, Amazônia, forças armadas brasileiras, Calha Norte, SIVAM.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2016 Revista Política Hoje - ISSN: 0104-7094

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

I S S N   0 1 0 4  –  7 0 9 4