Interpretações da Política Externa do Governo Lula: hegemonia negociada, unilateralismo ou escapismo
Résumé
Neste artigo procuramos identificar e discutir as interpretações da política externa do governo Lula, entendendo-a como uma combinação de ações nas áreas diplomática, econômica e de segurança que objetivam ampliar a influência regional e global do Brasil para qualificar-se com o status de pólo de poder no sistema internacional e legitimar internamente o governo. Definidos na lógica da teoria realista, os objetivos nacionais básicos perseguidos pelo governo são os seguintes: (a) fortalecer o papel do Brasil como ator político, econômico e militar no jogo de interesses internacionais e atingir a qualidade de potência global; (b) Manter a ordem social, econômica e política na América do Sul e a segurança regional favoráveis a si, garantindo a liderança ou hegemonia regional. A análise do perfil da política externa do governo Lula aponta para a discussão de um problema central: Procura o Brasil o status de potência global a partir da construção de uma liderança baseada na primazia da hegemonia negociada -da diplomacia e da cooperação- ou baseada em uma tendência a crescente ação unilateral cuja primazia salienta combinação da força econômica, militar com a ação diplomática?
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© Revista Política Hoje - ISSN: 0104-7094 2016

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href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm">Lei de Direito Autoral n. 9610/98, a Lei nº 5.805/72, bem como os Acordos e Tratados Internacionais de Direito Autoral em vigor no Brasil, quais sejam: Convenção de Berna para a Proteção de Obras Literárias e Artísticas (Decreto Nº 75.699, DE 6 DE MAIO DE 1975), Convenção Universal sobre o Direito de Autor (Decreto Nº 76.905, de 24 DE DEZEMBRO DE 1975), e a Convenção Interamericana sobre os Direitos de Autor em Obras Literárias, Científicas e Artísticas (Decreto Nº 26.675, DE 18 DE MAIO DE 1949).(2) Os direitos sobre as publicações nesta revista eletrônica pertencem ao(s) autor(es), com direitos de primeira publicação cedidos à Revista Política Hoje. Em virtude do caráter eletrônico da revista, os artigos são de uso gratuito em aplicações educacionais, sem fins comerciais e disponibilizados na Internet no site da revista.