Interpretações da Política Externa do Governo Lula: hegemonia negociada, unilateralismo ou escapismo

Marcos Aurelio Guedes de Oliveira

Resumo


Neste artigo procuramos identificar e discutir as interpretações da política externa do governo Lula, entendendo-a como uma combinação de ações nas áreas diplomática, econômica e de segurança que objetivam ampliar a influência regional e global do Brasil para qualificar-se com o status de pólo de poder no sistema internacional e legitimar internamente o governo. Definidos na lógica da teoria realista, os objetivos nacionais básicos perseguidos pelo governo são os seguintes: (a) fortalecer o papel do Brasil como ator político, econômico e militar no jogo de interesses internacionais e atingir a qualidade de potência global; (b) Manter a ordem social, econômica e política na América do Sul e a segurança regional favoráveis a si, garantindo a liderança ou hegemonia regional. A análise do perfil da política externa do governo Lula aponta para a discussão de um problema central: Procura o Brasil o status de potência global a partir da construção de uma liderança baseada na primazia da hegemonia negociada -da diplomacia e da cooperação- ou baseada em uma tendência a crescente ação unilateral cuja primazia salienta combinação da força econômica, militar com a ação diplomática?


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