Guerra cibernética/Guerra eletrônica – conceitos, desafios e espaços de interação

Ricardo Borges Gama Neto

Resumo


A conceituação do que é guerra cibernética não se consolidou como uma categoria de análise da Ciência Política e das Relações Internacionais e já apresenta desdobramentos importantes, em relação a outras formas de conflito, que envolvem tecnologia eletrônica de amplo espectro. Normalmente os pesquisadores  tendem  a  divergir  da  natureza  do  conceito  de  guerra  cibernética  em  si,  que  se confundem com ativismo, crimes comuns, espionagem e atos de guerra. No bojo desta discussão, um fato novo surge, interceção entre ações cibernéticas e a guerra eletrônica “convencional”. Ambas partem dos mesmos fundamentos estratégicos (roubar informações, enganar e inviabilizar a ação do inimigo) de tal forma, que já podemos falar de um espaço de conflito “ciber-eletrônico”, que envolve a utilização de tecnologia de guerra eletrônica e diversos tipos de malware utilizando a tecnologia wifi como modo de transmissão. Este trabalho tenta discutir o quanto a evolução da tecnologia tem tornado as fronteiras de guerra eletrônica e cyberwar tênues, de tal forma que, num futuro talvez haja uma nova área de interseção, a da guerra centrada em redes e sistemas sem fio.


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