Tecnologia como fator estratégico para o Brasil e para a segurança da América do Sul
DOI :
https://doi.org/10.51359/1808-8708.2017.9596Mots-clés :
Brasil, Segurança na América do Sul, Tecnologia, Cerceamento tecnológicoRésumé
O artigo objetiva demonstrar como a tecnologia caracteriza-se como um fator estratégico para o Brasil e para a segurança do seu entorno imediato. Partindo da ideia de que há restrições formais e informais para a aquisição de armamentos no cenário internacional, o desenvolvimento de tecnologias em âmbito nacional com processos de transferência e aperfeiçoamento de capacidades é ponto elementar para a soberania tecnológica e também para o incremento de tecnologias sensíveis, como é o caso de produtos de defesa. Nesse sentido, o artigo está dividido em duas seções. Inicialmente delineiam-se aspectos sobre o cerceamento tecnológico, demonstrando como a busca por desenvolvimento de tecnologias em âmbito nacional é uma das respostas a esse movimento no sistema internacional. Em um segundo momento, traça-se um panorama sobre a necessidade tecnológica no programa de defesa brasileiro, apontando, como exemplos, a implantação de tecnologias de informação e comunicação no CENSIPAM, SISFRON, SisGAAZe do projeto para operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), coordenado pelas Forças Armadas brasileiras, como elemento estratégico e de caráter dual para a defesa nacional. Assim, será possível compreender o papel desses projetos tecnológicos para a inserção regional do Brasil, para a construção de uma agenda de defesa pautada na dissuasão e para a diminuição do cerceamento tecnológico.
Références
BATTAGLINO, Jorge. (2009),“O Brasil e a criação do Conselho de Defesa Sul-Americano: Uma convergência de vantagens”. Revista Nueva Sociedad(especial emportuguês).
BISWAS, B. (1993),“Defense spending and economic growth in developing countries”. In: Payne, J. E. and Sahu, A. P. (Eds.), Defense Spending and Economic Growth. Westview Press, Boulder.
BRASIL, MINISTÉRIO DA DEFESA. (2016a),“SENSIPAM”. Disponível em <http://www.sipam.gov.br/assuntos/infraestrutura-tecnologica/texto-de-apresentacao-do-orgao#wrapper> Acesso em: 12 jun 2016.
______.(2016b),“Projeto do Ministério da Defesa mapeia mais de 70% do vazio cartográfico da Amazônia”. Disponível em: <http://www.defesa.gov.br/audios/item/94-epat> Acesso em 10 jun 2016.
_______. (2016c),“Projetos Estratégicos da Defesa”.Disponível em: <http://www.defesa.gov.br/industria-de-defesa/paed/projetos-estrategicos> Acesso em: 05 jun 2016.
______. (2015), SISFRON atua na defesa e no desenvolvimento da fronteira terrestre do Brasil”. Disponível em: <http://www.defesa.gov.br/noticias/17674-sisfron-atua-na-defesa-e-no-desenvolvimento-da-fronteira-terrestre-do-brasil> Acesso em: 20 nov 2015.
______. 2014,“Primeira unidade do Sistema de Monitoramento de Fronteiras entra em funcionamento no Mato Grosso do Sul”. Disponível em: <http://www.defesa.gov.br/noticias/14248-primeira-unidade-do-sistema-de-monitoramento-de-fronteiras-entra-em-funcionamento-no-mato-grosso-do-sul> Acesso em: 10 nov 2015.
______.(2013),“Seminário sobre monitoramento reunirá representantes de dez países da América do Sul”. Disponível em: <http://www.defesa.gov.br/index.php/noticias/4384-sensores> Acesso em: 10 jun 2016.
______. (2012),“PDN, END: Versão compilada”. Disponível em: <http://www.defesa.gov.br/arquivos/estado_e_defesa/END-PND_Optimized.pdf> Acesso em: 15 jul 2015.
BRASIL, PLANALTO. (2016),“Dilma visita obras do centro de controle do satélite geoestacionário brasileiro”. Disponível em: <http://blog.planalto.gov.br/dilma-visita-obras-do-centro-de-controle-do-satelite-geoestacionario-brasileiro/> Acesso em: 05 jun 2016.
BRASIL, MINISTÉRIO DA COMUNICAÇÃO.(2015). “Saiba os benefícios do satélite geoestacionário”. Disponível em: <http://www.mc.gov.br/sala-de-imprensa/todas-as-noticias/institucionais/36448-soberania-via-satelite> Acesso em: 10 out 2016.
CAVAGNARI FILHO, Geraldo Lesbat.(1993),“Ciência e Tecnologia no Brasil: Uma Nova Política para um Mundo Global”Disponível em: <http://www.schwartzman.org.br/simon/scipol/pdf/militar.pdf>. Acesso em: 01 mai 2016.
CHAVES JÚNIOR, S.F.A. (2013), “Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz): o passo inicial para o efetivo controle da área marítima brasileira”. Monografia.Escola Superior de Guerra, Rio de Janeiro.
DEGER, S.; SMITH, R. (1983),“Militaryexpendituresandgrowth in lessdeveloped countries”. JournalofConflictResolution, 27(2): 335–353.
DUARTE, Érico Esteves. (2012) “Tecnologia Militar e Desenvolvimento Econômico: Uma Análise Histórica”. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Rio de Janeiro.
FRANKLIN, Ursula. (1990) The Real World of Technology. Toronto: CBC Enterprises.
GUIMARÃES, Samuel Pinheiro (1998). “Desafios e dilemas dos grandes países periféricos: Brasil e Índia”. Revista brasileira de política internacional, vol.41, n.1, Brasília.
HOREWICZ, Marcelo Corrêa. (2014) “Emprego de Comunicações por Satélite no SISFRON”.Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, Rio de Janeiro.
LEITE, Amauri Pereira. (2013), “O projeto piloto do sistema integrado de monitoramento de fronteiras: concepção e situação atual”. Monografia. Escola Superior de Guerra, Rio de Janeiro.
LEOPOLDINO, Cláudio M. (2013), “Operações Interagências na Faixa de Fronteira e Relações Internacionais”.Ministério das Relações Exteriores. Disponível em: <http://www.eceme.ensino.eb.br/congressocienciasmilitares/docs/Op%20Interagencias%20na%20Faixa%20de%20Fronteira%20e%20Relacoes%20Internacionais%20-%20Apresentacao%20CML.pdf> Acesso em: 05 dez 2015.
LONGO, W.P. A. (2007),“Tecnologia militar: conceituação, importância e cerceamento”. Tensões mundiais, Vol.3, n.5: 111-143, Fortaleza/Ceará.
______. (1987),“Conceitos básicos sobre ciência e tecnologia”. Escola Superior de Guerra.
LONGO, W.P.; MOREIRA, W.S. (2010), “Contornando o cerceamento tecnológico” In: Eduardo Svartman, Maria Celina d’Araujo, Samuel Alves Soare (orgs.) Defesa, Segurança Internacional e Forças Armadas, Editora Mercado de Letras, Campinas, SP: 309-321.
______. (2009),“O acesso a tecnologias sensíveis". Tensões Mundiais, v. 5, n. 9: 76-98, Fortaleza/Ceará.
PEDONE, Luiz. (2009),“Mecanismos Unilaterais de Cerceamento Tecnológico e Comercial e Regimes que o Brasil não aderiu”.Anais do III Encontro Nacional da Associação Brasileira de Estudos de Defesa – ABED, Universidade Estadual de Londrina.
PROENÇA JUNIOR, Domício. (2011), “Promessa Tecnológica e Vantagem Combatente”. Rev. Bras. Polít. Int. 54 (2): 173-188.
RAM, R. (1993),“Conceptual linkages between defense spending and economic growth and development: A selective review”. In: Payne, J. E. and Sahu, A. P. (Eds.), Defense Spending and Economic Growth.Westview Press, Boulder.
RUSSO, Waldo. (2013),“Satélite Brasileiro geoestacionário de defesa e comunicações”. Ciência e Cultura, vol.65 no 4, São Paulo.
SACHS, Jeffrey. (2000),“A new mapofthe world”. The Economist. Disponível em: <http://www.economist.com/node/80730> Acesso em: 04 abr 2016.
SÁENZ, T.W., CAPOTE, E.G. (2002), “Ciência, inovação e gestão tecnológica”. CNI/IEL/SENAI e ABIPTI, Brasília, DF.
SILVA, Peterson Ferreira da. (2011), “CT&I e Defesa Nacional: Novos Rumos para o Debate Brasileiro?” Revista Brasileira de Ciência, Tecnologia e Sociedade, v.2, n.1: 239-251.
VISIONA, Tecnologia Espacial. (2016),“Programa SGED”. Disponível em: <http://www.visionaespacial.com.br/sgdc.html> Acesso em: 02 jun 2016.
WIKILEAKS. (2011), “Responding to Ukrainian questions concerning USG support for Ukrainian-Brasilian SLV joint venture at Alcantara”.Disponível em: <https://wikileaks.org/plusd/cables/09STATE3691_a.html>. Acesso em: 11 nov 2016.
Téléchargements
Publié-e
Numéro
Rubrique
Licence
© Michelly Sandy Geraldo, Naiane Inez Cossul 2017

Cette œuvre est sous licence Creative Commons Attribution 4.0 International.
href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm">Lei de Direito Autoral n. 9610/98, a Lei nº 5.805/72, bem como os Acordos e Tratados Internacionais de Direito Autoral em vigor no Brasil, quais sejam: Convenção de Berna para a Proteção de Obras Literárias e Artísticas (Decreto Nº 75.699, DE 6 DE MAIO DE 1975), Convenção Universal sobre o Direito de Autor (Decreto Nº 76.905, de 24 DE DEZEMBRO DE 1975), e a Convenção Interamericana sobre os Direitos de Autor em Obras Literárias, Científicas e Artísticas (Decreto Nº 26.675, DE 18 DE MAIO DE 1949).(2) Os direitos sobre as publicações nesta revista eletrônica pertencem ao(s) autor(es), com direitos de primeira publicação cedidos à Revista Política Hoje. Em virtude do caráter eletrônico da revista, os artigos são de uso gratuito em aplicações educacionais, sem fins comerciais e disponibilizados na Internet no site da revista.