INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E AUTORREGULAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO BÁSICA
CONTRIBUIÇÕES PARA O ENSINO FUNDAMENTAL II E O ENSINO MÉDIO
Resumo
A crescente inserção da inteligência artificial (IA) em ambientes educacionais tem provocado mudanças significativas nas formas de ensino e aprendizagem, sobretudo quanto à promoção da autonomia discente. Este artigo tem como objetivo analisar de que modo a IA pode contribuir para o desenvolvimento da ARA entre estudantes do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio, com base em uma revisão bibliográfica sistematizada e orientada pelo método comparativo. Para isso, analisaram-se produções acadêmicas indexadas na BDTD, selecionadas segundo critérios de pertinência temática, ano de publicação, área do conhecimento e tipo de documento, articuladas aos referenciais teóricos de Zimmerman, Schunk e Greene. O estudo adota abordagem qualitativa e natureza aplicada, utilizando também ferramentas de IA para sistematização de dados. Como locus empírico, considera-se a plataforma AprendiZAP, tecnologia social gratuita que integra IA a conteúdos alinhados à BNCC. Os resultados indicam que sistemas de IA podem apoiar as três fases do ciclo autorregulatório — planejamento, execução e autorreflexão — por meio de feedback adaptativo, personalização de percursos e suporte metacognitivo. A análise revela, ainda, que o uso crítico e contextualizado dessas tecnologias demanda mediação docente e atenção às condições individuais e ambientais que influenciam a ARA. Conclui-se que a IA apresenta contribuições relevantes para o fortalecimento da autonomia estudantil, desde que integrada a práticas pedagógicas fundamentadas teoricamente e alinhadas às necessidades formativas da educação básica.
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