ELES NÃO USAM BLACK-TIE: O COLETIVO SOB ATAQUE

COMO O SINDICALISMO PERDE ADESÃO E FORÇA DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL NA ERA DO #SEJASEUPRÓPRIOCHEFE

Autores

Resumo

O artigo investiga como o sindicalismo contemporâneo enfrenta a influência neoliberal e a precarização do

trabalho sob o regime da infocracia, no qual os algoritmos atuam como novos gatekeepers e substituem a lógica

das assembleias pela lógica do engajamento nas redes. A perda de credibilidade e de adesão das entidades

representativas reflete-se no esvaziamento das mobilizações de rua e na fragilização das decisões colegiadas.

Condicionado pela ideologia do #SejaSeuPróprioChefe, o trabalhador deixa de se reconhecer como parte de uma

classe e torna-se um “lumpem-cidadão”: sujeito produtivo, porém desprovido de consciência política e

representação coletiva. O conceito é derivado do “lumpemproletariado”, de Karl Marx, e reconfigurado para a

realidade atual. A partir de um referencial teórico que articula Sartre (2014), Bourdieu (1989), Vygotsky (1984),

Traquina (2005) e Han (2022; 2023), entre outros, aliado à análise de indicadores da Agência IBGE Notícias, do

Portal da CUT e de um levantamento empírico junto à Associação dos Docentes da Universidade Federal de

Pernambuco — com registros sobre filiações, audiência nas plataformas e participação em votações híbridas —, a

pesquisa busca repensar o modelo vigente. A reflexão evidencia que a renovação exige inserção efetiva nas redes

sociais, linguagem acessível às novas gerações e a inclusão de trabalhadores informais e de aplicativo — caminho

para que o movimento recupere sua força transformadora na era digital.

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Publicado

2026-06-03

Edição

Seção

Artigos