GOVERNAMENTALIDADE ALGORÍTMICA E CAPITAL GLOBAL: ISRAEL COMO NÓ GEOPOLÍTICO DE UMA NOVA ORDEM ECONÔMICA REGULADA POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Resumo
O presente artigo examina, desde uma perspectiva filosófico-crítica, a possibilidade e as implicações de uma arquitetura de inteligência artificial (IA) voltada para a regulação do capital global, com ancoragem geopolítica em Israel. A partir dos conceitos de governamentalidade de Michel Foucault, governamentalidade algorítmica de Antoinette Rouvroy, razão comunicativa de Jürgen Habermas e psicopolítica de Byung-Chul Han, analisa-se criticamente a concentração de poder que implicaria delegar decisões macroeconômicas a sistemas não humanos controlados por um ator estatal específico. Examina-se o caso de Israel como ecossistema tecnológico-militar real, considerando sua infraestrutura em inteligência artificial, fintech e segurança cibernética. O artigo conclui que tal modelo não elimina o poder político, mas o recodifica sob formas de opacidade algorítmica, apresentando desafios inéditos para a soberania, a legitimidade democrática e a ética da informação global.
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